7 de abril de 2010

Miguel Bakun na beira do mundo


Exposição no Museu Oscar Niemeyer terá curadoria de Eliane Prolik e Ronaldo Brito





De 15 de abril a 15 de agosto, o  MON - Museu Oscar Niemeyer  de Curitiba apresenta a exposição "Miguel Bakun na Beira do Mundo". A abertura será às 19 horas.

“Comecei a procurar Deus e observei que se encontra nas flores, frutos, cores, vida, luz e movimento”. Miguel Bakun




O autodidata Miguel Bakun tornou-se um dos mais originais e autênticos valores da pintura paranaense contemporânea.


Sobre Bakun
Miguel Bakun nasceu em Mallet, cidade ao sul do Paraná, em 27 de outubro de 1909, filho de pais de origem ucraniana. Em 1926 alistou-se na Escola de Aprendizes da Marinha em Paranaguá. Devido a um surto de febre bubônica foi transferido para a Escola de Grumetes no Rio de Janeiro.
Em 1928, num estágio na ilha de Villegaignon, conheceu o artista Pancetti, na época, cabo da marinha, que despertou em Bakun o gosto pela arte.
Nesse período, fez uma série de esboços a lápis. Após uma queda acidental num navio é desligado da marinha por incapacidade física. Transferiu-se para Curitiba onde trabalhou como fotógrafo ambulante. Foi quando se reaproximou da arte, incentivado por João Baptista Groff e Guido Viaro. Realizou alguns trabalhos na área da propaganda comercial e decoração de interiores. Os anos vividos na marinha se refletem em muitas de suas obras.

Em 1938  voltou ao Rio de Janeiro onde revê Pancetti e pinta algumas telas retratando a natureza de Santa Tereza e de outros bairros cariocas. De volta a Curitiba, Bakun reinstala seu atelier junto a outros pintores, no centro da cidade. O local torna-se ponto de encontro dos artistas não comprometidos com o academismo. Devido ao seu temperamento, desgasta-se mentalmente a cada criação.
No ano de 1944 participa da Exposição de Arte Paranaense, promovida no Rio de Janeiro pela Sociedade Amigos de Alfredo Andersen. Em plena atividade artística, participa de várias edições do Salão Paranaense de Belas Artes e dos Salões de Belas Artes da Primavera do Clube Concórdia em Curitiba, recebendo diversas premiações.

Na década de 50, Bakun tem o período mais produtivo de sua carreira. Pinta regularmente paisagens, naturezas mortas, retratos. Adquire características pictóricas originais e muito pessoais, sendo reconhecido por importantes nomes das artes plásticas da época. Participa constantemente de salões e exposições.

Na década de 60 inicia sua fase mística, expressa através da temática religiosa. Em dezembro de 1962, recebe o prêmio no evento comemorativo ao cinqüentenário da Universidade Federal do Paraná - UFPR. É um período em que as crises de melancolia o levam a um progressivo esgotamento nervoso. Em 14 de fevereiro de 1963, acometido de forte crise depressiva, Miguel Bakun suicidou-se em seu ateliê, na cidade de Curitiba, aos 53 anos.

De Eliane Prolik – artista e pesquisadora. Trechos do livro “Miguel Bakum: A Natureza do Destino” - 2009:  "Darmos visibilidade à obra de Miguel Bakun é de extrema importância para a constatação de sua qualidade visual e poética, herança que necessitamos compreender sempre mais.
Paranaense de descendência eslava, esse pintor autodidata encontrou suas soluções plásticas na prática e na experimentação da pintura, através de uma enriquecida experiência de ligação entre homem, paisagem e natureza.
É desse embate direto que surge a afirmação de uma singularidade que se constitui em sua obra pictórica. Nos seus quase trinta anos de trabalho dedicados à pintura, com voluntarismo e perseverança, adotou poucos preceitos da pintura e da perspectiva em seus quadros, o que vai demarcar a boa obra de Bakun é justamente a sua inventividade e características de um modernismo espontâneo”.



Fonte e fotos: www.pr.gov.br/mon
Secretaria de Estado da Cultura do Paraná - SEEC / Museus
http://www.cultura.pr.gov.br/
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Não dá para perder

A 6ª Semana do Catálogo do Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba, de 06 a 11 de abril, das 10h às 19h


Confira abaixo a relação de alguns dos muitos títulos em promoção:

Annie e Josef Albers - R$ 20,00; Autocromos Lumière -  R$ 20,00; Bacon, Freud e Moore - R$ 10,00 ; Brennand - R$ 20,00; Burle Marx - R$ 30,00; Cícero Dias - R$ 30,00; Cildo Meireles - R$ 10,00 ;  Coleção Renault - Uma Aventura Moderna - R$ 10,00 ;  Djanira - R$ 10,00; Farnese - R$ 10,00; Franco Giglio - R$ 10,00 ; Helena Wong - R$ 10,00 ; Ianelli - R$ 10,00 ; Iberê Camargo - R$ 10,00; Jesus Soto - R$ 20,00;  Lasar Segall - R $ 20,00;  Museu Oscar Niemeyer - O Livro - R$ 50,00; Oscar Niemeyer - Minha Arquitetura -R$ 50,00; Pancetti - R$ 10,00; Petit Palais - Arte da Tapeçaria  - R$ 20,00 ; Portinari - R$ 10,00; Sorolla - R$ 40,00 ; Tarsila do Amaral - R$ 20,00 ;  Vik Muniz - R$ 30,00.

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Um comentário:

  1. Boas dicas, Marise!
    Gosto muito de M Bakum e náo vou perder essa exposiçáo!
    Parabéns pelo blog!
    Abraços

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