18 de abril de 2010

O fantástico Mundo Ovo de Eli Heil


Artista catarinense, autodidata, é  pintora, desenhista, escultora, ceramista e sua obra já foi classificada como "Arte Incomum".




Conheci o Mundo Ovo de Eli Heil pela internet e gostei tanto que resolvi dividir com vocês. Para quem já conhece, sempre vale a pena ver de novo... Eli Malvina Heil, uma artista catarinense autodidata, múltipla, que criou um incrível Mundo Ovo, seu museu particular que contém seu acervo de pinturas, esculturas, cerâmicas, tapeçarias e desenhos. Artes todas a que se dedica. Premiada, tem obras expostas em várias partes do mundo.





“O Mundo Ovo surgiu quando houve a explosão do meu cérebro, juntamente com a explosão do meu ovário. Pluf, pluf, pluf, já nasci, já nasci, já nasci. Ovo, óvulo, ovário”.




Sobre a artista


Eli Malvina Heil nasceu em 1929, na cidade de Palhoça, Santa Catarina. Viveu sua infância e juventude no município vizinho de Santo Amaro da Imperatriz, tornando-se professora de educação física. Mudou-se para Florianópolis, onde lecionou em um colégio da capital, antes de dedicar-se integralmente à atividade artística.


Pintora, desenhista, escultora e ceramista autodidata, participou de inúmeras exposições no Brasil e no exterior. Realizou um trabalho único, de difícil classificação, que na XVI Bienal Internacional de São Paulo foi catalogado como “Arte Incomum” (Art Brut).


Em seu processo de criação utilizou os mais diversos materiais (saltos de sapato (como acima), tubos de tinta, canos de PVC, etc.) e inventou inúmeras técnicas.



“A arte para mim é a expulsão dos seres contidos, doloridos, em grandes quantidades, num parto colorido”.











A baixo,alguns textos críticos  sobre a obra de Eli Heil.






difícil definir a obra de Eli Heil. As definições representam um limite e uma racionalização de idéias que se contrapõem frontalmente ao princípio gerador da sua obra, por si ilimitada, explosiva, delirante. Termos como: “arte ínsita”, “expressionista” e “surrealista” vêm sendo empregados para classificá-la. A verdade é, porém, que os trabalhos de Eli Heil são para serem sentidos e não para serem definidos. Diante deles somos envolvidos por formas que vibram, cores que transbordam, mágicas criaturas - suas personagens - que saem dos limites da materialidade para gesticularem ou virem até nós."
Adalice Araújo






"Dona duma sensibilidade agudíssima, duma inventividade sem limites, a artista catarinense criou um verdadeiro universo indissolúvel, no qual a presença das obras de ontem é condição indispensável para a criação de hoje e de amanhã. Não quer isso dizer que Eli Heil busque na produção precedente estímulos, estilemas, fórmulas. Ao contrário, recusa-se a fazer o que já fez, uma vez que para ela o trabalho artístico é um contínuo “renascer”, é um “abrigo das maravilhas” que não se podem repetir, sob pena de perder seu encanto."
Annateresa Fabris






"Eli Heil pinta tudo o que a rodeia com uma prodigiosa paleta visionária. Sem saber, ela é uma pequena irmã dos grandes expressionistas alemães Marc, Kirchner, Macke e pequena irmã, também, pela paixão da cor e as formas torturadas dos seres e das coisas, de Vincent Van Gogh."
Corneille G. B.


"Como autodidata, sem qualquer formação teórica, a força da artista é puramente instintiva. Colorista excepcional, com um sentido compositivo surpreendente, pode-se tranqüilamente usar a palavra fenômeno, com relação a Eli Heil, como se pode falar em fenômeno a propósito de Jheronimus Bosch."
Harry Laus














"A poesia mora e comemora em suas obras."
Lindolf Bell








"Sendo todo o seu trabalho em arte uma forma de conjurar fortíssimas pressões mentais a que está submetida, observa-se nele a presença freqüente de estruturas mandálicas e o recurso à animização do inanimado (o casario se transforma em gente, janelas - olhos nos fixando), além de uma característica fauna fantástica acompanhando esses rostos extremamente intensos em cor, espanto e tensão. É curioso observar ainda, na evolução do desenho e da pintura de Eli Heil, a obediência intuitiva ao rumo de superação do plano pelo espaço tridimencional, inclusive como meio de atenuar a violência alucinatória das figuras que ela diz “saírem” do papel ou da tela, envolvendo-a no ato de criar. Assim, após os primeiros trabalhos em superfície inteiramente bidimencional, as pinturas vieram adquirindo relevo no manejo de sulcos na tinta, até chegar ao acréscimo mais recente de bonecos de enchimento aplicados sobre o plano trabalho da tela; nesse caminho, suas peças mais elaboradas são as tapeçarias-objetos atuais, onde continua preservando a deformação ingênuo-espressionista nas máscaras de alucinação violentamente coloridas, como registro direto do inconsciente fluindo."
Roberto Pontual

Serviço
No dia 21 de agosto de 1993, foi instituída, em reunião de família, a Fundação “O Mundo Ovo de Eli Heil”, com o objetivo de preservar e divulgar a obra da artista.


Museu “O Mundo Ovo de Eli Heil”
Rodovia SC 401 - Km 7 - nº 7079
Santo Antônio de Lisboa - Florianópolis - SC
88.050-000


Telefone:
(48)3235-1076 - (48)3235-1076
E-mail:
mundoovo@eliheil.org.br
http://www.eliheil.org.br/

__________________________________________________
http://www.web-stat.com/code.pl?user=mrh




Não perca: exposição Miguel Bakun - Na Beira do Mundo pelos 100 anos de nascimento do artista



Em exibição, 70 obras que abrangem 30 anos de produção do artista


Aberta no último dia 15 de abril, a mostra marca as comemorações pelo centenário de nascimento do artista paranaense Miguel Bakun (1909-1963). Objeto de estudo de especialistas reconhecidos, a obra de Bakun é apontada como uma importante contribuição ao modernismo brasileiro.
Com o patrocínio do BRDE, COMPAGAS, COPEL, e o apoio do
Ministério da Cultura, do Governo do Paraná e da Caixa Econômica Federal,
estão em exibição cerca de 70 obras. Elas abrangem 30 anos da produção do
artista, desde meados dos anos 1930 até 1963. Entre os trabalhos há pinturas
de paisagens com fundos de quintal e arredores de Curitiba, pinheiros e matas, marinhas, dois autorretratos e uma série de desenhos. Alguns desses trabalhos ainda são pouco conhecidos do público, como a obra intitulada Seleções.

Abaixo, um zoom sobre obra de Miguel Bakun

  “Assim como em Van Gogh, o evento decisivo para a instintiva
formação moderna de Miguel Bakun foi o impressionismo: a redução da pintura a fenômeno visual autônomo. (...) Bakun aprende a levá-lo ao clímax e aí deixá-lo em suspenso, a provocar nossos olhos, chamá-lo com urgência a atuar. E que o fizesse com meios toscos, rudimentares, eis outra vez o que depõe a favor do conteúdo de verdade de sua arte. A própria qualidade inferior
da tinta que se via obrigado a utilizar (...) parece imprescindível a essas telas que emocionam justo pela humilde entrega incondicional do pintor a seus  motivos recorrentes, escassos, fatais (...)”, analisa o curador Ronaldo Brito.




“Acreditamos que esta exposição poderá dar maior visibilidade e
entendimento da produção de Miguel Bakun, inserindo-a no contexto da arte

moderna brasileira”, afirma Eliane Prolik, que assina a curadoria com Brito.

Serviço:


Miguel Bakun – Na beira do mundo
Visitação: de 15 de abril a 15 de agosto 2010
Museu Oscar Niemeyer - Rua Marechal Hermes, 999
Aberto de terça a domingo, das 10h às 18h
R$ 4,00 inteira e R$ 2,00 estudantes, com carteirinha
Gratuito para grupos agendados da rede pública, do ensino médio e fundamental, para estudantes até 12 anos, maiores de 60 anos e no primeiro domingo de cada mês.

__________________________________________________


Nenhum comentário:

Postar um comentário