29 de abril de 2010

O poeta da luz


A fotografia-arte de Martín Chambi, o primeiro fotógrafo indígena latino-americano no MON, em Curitiba 




A “escolha perfeita” da luz, a composição e os enquadramentos, diferentes do que eram utilizados pelos fotógrafos da época, caracterizam a linguagem própria criada por Martín Chambi (1891-1973), que passou a ser chamado de “o poeta da luz”. As cores utilizadas nas cópias, além do preto e branco, matizes de cinza, sépia, bege, tonalidades de vermelho e azul compõem a atmosfera da estética, da fotografia-arte de Chambi. De 29 a 01 de agosto, no Museu Oscar Niemeyer - MON, em Curitiba.
Apontado como o primeiro fotógrafo indígena latino-americano e o primeiro a registrar Machu Picchu, só descoberta em 1911, Martín Chambi entrou mundialmente para a história como fotojornalista. Porém, suas fotografias remetem às obras de Rembrandt e Caravaggio. Construiu – em mais de 30 mil negativos – a história fotográfica e o patrimônio imaterial do povo peruano, imprimindo orgulho e dignidade à sua gente. A argentina Leila Makarius assina a curadoria da exposição, que reúne 88 fotografias em preto e branco, produzidas por Chambi entre os anos 1920 e 1940.


Chambi retratou a vida do povo indígena peruano – quéchuas e aymarás, principalmente – sem apelar para a exploração exótica da vida indígena, normalmente abordada. Nesse período, o país passava por grandes transformações econômicas com a exploração do ouro. Também de origem indígena, o fotógrafo revelou os segredos mais íntimos da vida andina sem desrespeitá-la. Ao mesmo tempo em que fotografava para importantes revistas, todos reconheciam o caráter artístico e etnográfico de seu trabalho.


A trajetória do artista


Martín Chambi nasceu em Coasa, no Peru, às margens do lago Titicaca, em 1891. Começou a trabalhar como assistente de fotógrafo na mesma mineradora onde seu pai trabalhava, a Santo Domingo Mining Co. Mas foi em Arequipa, ao sul do país, onde aprendeu as principais técnicas de fotografia, com Max T. Vargas, em 1908.


No final de 1917, mudou-se para Canches e, ao lado da mulher, Manuela, e dos filhos Célia e Víctor, montou seu primeiro estúdio. Em Canches nasceu a única filha que seguiu a profissão do pai, Julia Chambi. Atraído pelo esplendor e pela história da antiga capital inca, o fotógrafo se mudou para Cusco, em 1920. Lá, fotografou a vida do povo peruano: dos camponeses à alta burguesia da cidade, em festas populares, reuniões familiares, casamentos e desfiles militares.


Em Cusco, trabalhou para diversos diários locais e, posteriormente, para o La Nación, de Buenos Aires, entre 1918 e 1930. Publicou suas fotografias na revista National Geographic, no final dos anos 1930. Chambi viveu na antiga capital inca até sua morte, em 1973. Seis anos após sua morte, o filho Victor Chambi e o fotógrafo americano Edward Ranney catalogaram milhares de fotografias do artista. O acervo foi levado para uma exposição em Nova Iorque, em 1979, o que consagrou internacionalmente o trabalho de Martín Chambi.


Serviço:


Martín Chambi – O poeta da luz

Visitação: 29 de abril a 01 de agosto

Museu Oscar Niemeyer

Rua Marechal Hermes, 999

Aberto de terça a domingo, das 10h às 18h

R$ 4,00 inteira e R$ 2,00 estudantes, com carteirinha

Gratuito para grupos agendados da rede pública, do ensino médio e fundamental, para estudantes até 12 anos, maiores de 60 anos e no primeiro domingo de cada mês.
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Seminário debate direito autoral, no Rio

Em foco, a indústria cultural, propriedade intelectual, direitos autorais e pirataria

O campus Urca da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) recebe representantes do meio artístico e de instituições ligados ao direito autoral em Seminário focado na indústria cultural, propriedade intelectual, direitos autorais e pirataria.



Uma das mesas abordou ontem a "Indústria Cultural e a crise do Direito Autoral". Entre os tópicos levantados estão o impacto da Internet na indústria do entretenimento; mudanças e riscos que a Internet trouxe para estas áreas; e mecanismos de controle e monitoramento na internet para proteção dos direitos autorais. O debate contará com a presença de Glória Braga, Superintendente Executiva do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad); do músico Jards Macalé; Sérgio Amadeu, professor de Ciências Sociais da Casper Líbero; Giuseppe Cocco, pesquisador; e do advogado e doutorando da Coppead, Pedro Ivo Rogedo.


O evento tem realização do Pontão de Cultura Digital da Escola de Comunicação da UFRJ, com o intuito de apresentar diferentes visões do momento de transição que a indústria cultural vem vivendo em função das novas tecnologias de comunicação. Também haverá laboratório de Mídias Livres. Também serão abordados outros assuntos como hackings, espectro aberto, circuit bendings, VJing, propriedade intelectual, produção em rede, biopatentes e anonimato.


Serviço:
Local: Campus da Praia Vermelha da UFRJ - Av. Pasteur, 250, Fundos - Praia Vermelha
Data e hora: 28 e 29 de abril, das 17 às 21 horas.

Informações: http://copyfight.pontaodaeco.org/


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Abertas inscrições para curso com Maestro Osvaldo Colarusso




Estão abertas as inscrições para aulas de música com o maestro Osvaldo Colarusso que serão ministradas de 04 de maio a 22 de junho, no Solar do Rosário, em Curitiba.


Óperas com libretos excepcionais: Orfeo de Monteverdi, Don Giovanni de Mozart, Boris Godunov de Mussorgsky, Othelo de Verdi, Parsifal de Wagner e O Castelo de Barba Azul de Bartok.

Sobre o maestro
Osvaldo Colarusso nasceu em 1958 na cidade de São Paulo. Estudou trompa com Enzo Pedini na escola municipal de música e posteriormente regência com Eleazar de Carvalho. De 1976 a 1980 estudou composição com Michel Philippot, no Brasil e na França. Posteriormente aperfeiçoou-se em regência de orquestra com o Maestro russo Genady Roshdestvensky na Accademia Chiggiana de Siena

De 1980 a 1985 foi maestro do Coral Lírico do Teatro Municipal de São Paulo, com o qual realizou memoráveis execuções do Réquiem de Brahms, Les Noces de Igor Stravinsky, Missa em Dó menor de Mozart, etc. Nesta época foi premiado duas vezes pela Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA).
De 1985 a 1998 foi Maestro da Orquestra Sinfônica do Paraná, com a qual realizou mais de 250 récitas entre concertos, óperas e Ballets, alem de ter gravado com a mesma um CD com obras de Heitor Villa-Lobos.

Desde 1980 Osvaldo Colarusso tem atuado frente às principais orquestras do país como maestro convidado. Nos últimos anos tem atuado de forma regular com as três principais orquestras do Rio de Janeiro, tendo estreitado laços com a Petrobrás Sinfônica, com quem atua como convidado desde 1999 e com a Orquestra do Teatro Municipal do Rio de Janeiro .Nestes seus mais de 500 concertos regidos, Colarusso já atuou com solistas do nível de Mikhail Rudi, Nelson Freire,Vadim Rudenko, Arnaldo Cohen, Arthur Moreira Lima, Gilberto Tinetti, Marco Antonio de Almeida, Dang Thai Son, David Garret e Miha Pogagnick. Além disso Osvaldo Colarusso já atuou nos principais Festivais de Mùsica do País: Campos do Jordão, Curso de Verão de Brasília e Festival de Música de Londrina, do qual foi Diretor Artístico.

Serviço


Professor/Maestro: Osvaldo Colarusso
04/maio a 22/junho
3as feiras – 19h30 às 21h30
Parcelas mensais de R$ 150,00
Taxa de Inscrição: R$ 30,00
Local: Solar do Rosário -Rua Duque de Caxias, 04
Tel 41 3225 62 32
Centro Histórico
Curitiba Paraná Brasil - http://www.solardorosario.com.br/
 
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