4 de junho de 2010

Amianto ainda é usado no Brasil

ABIFibro alerta para os efeitos nocivos do amianto no dia do Meio Ambiente.




Comprovada que a inalação de todas as fibras de amianto provoca doenças incuráveis, cerca de 50 países no mundo já o baniram. O amianto ainda é utilizado na indústria brasileira, principalmente em parte dos produtos de fibrocimento (telhas, caixas d’água, painéis e outros). No dia 05 de junho, quando se comemora o Dia Mundial do Meio Ambiente, a ABIFibro - Associação Brasileira das Indústrias e Distribuidores dos Produtos de Fibrocimento, ressalta a importância de banir esse mineral de todo o território nacional, para que a saúde dos trabalhadores e da população em geral seja preservada. Atualmente, a construção civil está em alta em razão de obras de infraestrutura, para a Copa do Mundo e Olimpíadas, mas pouco se fala da segurança das matérias-primas que deverão ser utilizadas.

A Comissão do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, da Câmara Federal dos Deputados, preparou um relatório que sugere o banimento do amianto em todo o Brasil. Esse relatório foi concluído, após serem ouvidos todos os setores envolvidos.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece que todos os tipos de amianto (asbesto), inclusive o crisotila (amianto branco), usado largamente em nosso país, são altamente perigosos. Estão classificados pela Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (IARC), braço direito da Organização Mundial de Saúde (OMS), como cancerígenas aos humanos. Segundo a OMS, todos os tipos de amianto causam doenças como asbestos (lesões no tecido pulmonar que podem tornar-se extensas a ponto de não permitir o funcionamento dos pulmões), câncer do pulmão e mesotelioma (tipo de câncer que se desenvolve nas células do tecido pulmonar). Não há limite seguro para a exposição humana a estes minerais.

Também a Organização Internacional do Trabalho (OIT), assim como o Programa Internacional de Segurança Química (IPCS) da OMS, recomendam a substituição do amianto, inclusive o crisotila, por materiais alternativos.

O Brasil tem tecnologia e sucedâneos comprovadamente eficazes (PVA – Poli Álcool Vinílico, PP - Polipropileno), mas infelizmente ainda não figura entre esses países, apesar de ter adotado a Convenção OIT 162, em 1980, ratificada pelo excelentíssimo senhor Presidente da República, que determina a substituição de todos os tipos de amianto, havendo tecnologia e matérias primas mais seguras.
Em 2003, a ABIFibro solicitou ao Ministério da Saúde, análise das fibras alternativas para aplicação nos produtos de fibrocimento, como telhas, caixas d´água e outros. O Ministério da Saúde, atendendo essa solicitação, criou um grupo na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), para tal análise. Em 28/12/04, através do ofício nº 1145/GM, o Gabinete do Ministro da Saúde, comunicou a nossa Associação, a conclusão dos estudos: as fibras não fibrilam, sendo, portanto, caracterizadas como não respiráveis e não constam na lista do IARC como cancerígenas (categoria 1), recomendadas para o uso na produção dos produtos de fibrocimento.

Os estados e municípios podem legislar complementarmente à União (decisão do STF), quando a questão é sobre saúde. Hoje no Brasil, existem em vigor leis estaduais que proíbem o uso do amianto e produtos que o contém, em São Paulo, Pernambuco, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, além de inúmeras legislações municipais, no mesmo sentido.

A ABIFibro que tem como objetivo a defesa do uso dos produtos de fibrocimento sem amianto no Brasil e em outros países, apóia e se coloca a inteira disposição de todos os movimentos que preservem o Meio Ambiente.
_______________________________________________

Nenhum comentário:

Postar um comentário