24 de junho de 2010

Para Abifibro, amianto deve ser banido

Entidade apóia a atitude dos deputados estaduais do Rio de Janeiro que incentiva o consumidor a não comprar produtos que contenham amianto.
A Associação Brasileira das Indústrias de Fibrocimento (ABIFibro) apóia a decisão dos deputados estaduais fluminenses de lançar uma campanha para que o consumidor não compre produtos que contenham amianto em sua composição. A decisão foi tomada na audiência pública na Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) na manhã de segunda-feira (21). Para a entidade, está é uma maneira de alertar a população sobre os efeitos nocivos do mineral.

Para João Carlos Duarte Paes, presidente da ABIFibro, o não-banimento do amianto é um retrocesso no Brasil. “Um País que está em destaque como uma das maiores economias no mundo, ainda explora matéria-prima, que já foi proibida em mais de 58 países inclusive Argentina, Chile e Uruguai em nosso continente. É uma contradição”, explica Duarte Paes.

O presidente da ABIFibro lembra que a indústria brasileira conta com tecnologia e fibras alternativas mais seguras para substituir o amianto na fabricação de telhas, caixas d’água, painéis e outros produtos de fibrocimento. O Polipropileno (PP) e o Álcool Poli Vinílico (PVA) são fibras que foram analisadas e aprovadas pelo Ministério da Saúde e são utilizadas por parte das indústrias brasileiras, sem que a substituição do amianto, resulte em desemprego, perda das características técnicas do produto e alto custo.



Segundo estudos desenvolvidos pela OMS, YARC, OIT e outros, o Brasil precisa banir o mineral por uma questão de saúde pública. O amianto pode provocar doenças como asbestose, câncer de pulmão, mesotelioma maligno, uma vez que ele é o único agente cientificamente reconhecido como causador, segundo estudos do Instituto Nacional do Câncer – INCA. Por razões como estas, tramita na Câmara Federal dos Deputados um relatório denominado “Dossiê Amianto Brasil”, elaborado pela Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável.
Este documento sugere a proibição do amianto crisotila em todo território nacional e deverá ser votado nas próximas semanas. A ABIFibro acredita que a construção civil apenas pode ser mais sustentável se utilizar matérias-primas não-nocivas.
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