31 de agosto de 2010

Imóveis ‘verdes’ já nascem com soluções para sustentabilidade


Artigo: Construtoras concebem plantas e buscam saídas para adequarem seus empreendimentos à economia dos recursos naturais.

*Por Renata Marques
Em sintonia com o pensamento de reduzir o impacto ambiental e garantir assim o futuro do planeta, as incorporadoras e arquitetos estão cada vez mais empenhados em buscar técnicas e soluções que viabilizem a sustentabilidade nos empreendimentos.
Investimentos em mudanças como o reúso de águas pluviais para a irrigação de jardins, passando pela escolha das especificações mais adequadas de materiais para revestimento; até a implantação de soluções técnicas no sentido de reduzir o impacto do uso do ar-condicionado, e aquecimento solar através de placas, para gerar não só uma economia significativa para os moradores, como também como uma fundamental ajuda ao futuro do planeta.
Existem muitas técnicas e sistemas que, incorporados à estrutura dos imóveis, permitem um melhor aproveitamento das fontes de água e energia, por exemplo, além de uma redução na emissão de lixo e poluentes.
Soluções inteligentes como a captação da água das chuvas para irrigar os jardins ou a escolha da especificação mais adequada dos vidros, podem ser cruciais para reduzir o consumo de água e energia.
O tratamento da água do esgoto para reúso é outro ator importante a se considerar para poupar o consumo. Esta é uma medida muito eficaz e necessária, mas pouco aplicada efetivamente. Existe a necessidade de ter uma dimensão maior de shaft, devido ao aumento da tubulação para viabilizar esse processo. Por esta razão é uma técnica rara entre as construções brasileiras.
Mais uma iniciativa que esta sendo incorporada aos condomínios pelas construtoras é a previsão de medição de água individual. Isso faz com que  o usuário seja mais comedido no gasto desnecessário de água. As pessoas sentem-se mais inibidas para gastar água desnecessariamente.
Coleta seletiva em apartamentos demanda atenção especial
Os edifícios residenciais e comerciais têm enfrentado dificuldades para realizar a coleta seletiva de lixo. Na maioria das vezes a estrutura dos imóveis não apresenta espaço suficiente e adequado tanto para a captação separada do lixo, quanto para a triagem e limpeza do material. Quando um prédio é concebido, deve ser pensado qual destino será dado ao lixo produzido ali. Nos novos empreendimentos em Brasília e no Rio de janeiro, por exemplo, é obrigatória a existência de uma área para o lixo no hall de serviço.
As construtoras já atentaram para essa nova necessidade e, atualmente, destinam uma área para captação e triagem dos resíduos. O caminho que o lixo percorre dentro do condomínio até seu reaproveitamento ou eliminação é cuidadosamente pensado para que seja um processo sem contaminação e eficiente.

*Renata Marques é especialista em gerenciamento de projetos para empreendimentos de grandes construtoras e também atua no desenvolvimento de plantas comerciais e residenciais.
www.renatamarques.com.br

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Tudo sobre LED: Fórum teve sucesso de público



Atualidade do tema 
do LED Fórum reuniu profissionais da iluminação e fornecedores para 
discutirem as aplicações da nova tecnologia.



                                                      * Fernando Prado e Esther Stiller

Saldo muito positivo. Este foi o consenso geral do LED Fórum promovido na última semana no auditório do Secovi pela Associação Brasileira de Arquitetos de Iluminação - AsBAI e que reuniu arquitetos, lighting designers e profissionais da indústria de iluminação em torno das aplicações possíveis da tecnologia dos LEDs, que  ainda é pouco compreendida e vem sendo “mistificada” pela cadeia da construção civil.  
O LED Fórum reuniu mais de 600 participantes vindos de várias regiões do país e que tiveram a oportunidade de ouvir onze palestras proferidas por especialistas e pesquisadores que atuam no Brasil e no exterior. "Criamos, com o fórum, uma oportunidade de conversar com a indústria e com nossos pares, para assim melhor aplicarmos o produto no futuro", atestou Esther Stiller, presidente da entidade. E concluiu: “O encontro estimulou a troca de informações entre indústria e lighting designers para juntos identificarmos as reais necessidades do mercado”. 

Aplicações e usos do LED

A abertura do evento foi realizada pela presidente da  AsBAI, Esther Stiller que enfatizou a necessidade do mercado  agir com cautela, uma vez que a tecnologia ainda está em desenvolvimento: “A tecnologia é complexa e se nós não tivermos compreensão técnica da ferramenta, não teremos bons resultados”, alertou aos profissionais presentes. “É preciso aprofundamento e estudo para não ouvirmos dentro de alguns anos que o LED não é uma boa fonte de luz porque não está sendo bem aplicado”, concluiu. 
A arquiteta e urbanista Regina Monteiro, diretora da Paisagem Urbana na SP Urbanismo (antiga Emurb), (na foto, à direita, com Esther Stiller)  aproveitou a ocasião para relatar aos presentes a atual posição da Prefeitura de São Paulo no empenho em avaliar e restabelecer um projeto de  iluminação para a cidade, aos moldes do Cidade Limpa. "Estamos envolvidos agora com a ação ‘São Paulo à Noite’ e vim trazer uma "provocação" aos fornecedores, pois o grande entrave para efetuarmos mudanças na iluminação dos espaços públicos está na homologação de novos fornecedores”. E arrematou: "Quero, inclusive, convidar a AsBAI para reavaliarmos o  Plano Diretor de São Paulo", completou Regina Monteiro. 
Entre os pontos fortes do primeiro dia do Fórum esteve a palestra de Fernando Romano, da Osram, que comparou as diversas fontes de luz disponíveis para iluminação urbana e deu exemplos internacionais, como o da China, onde o governo subsidia os custos de iluminação pública, uma vez que percebeu a vantagem no aumento do tempo de manutenção. O palestrante ainda frisou que “dentro de 2 anos o LED deve se tornar a fonte de luz mais eficiente disponível no mercado”. 
Edgardo Cappiello, da Erco: “Neste momento, os profissionais precisam saber escolher os fabricantes, e por isso é de grande importância a realização de Fóruns e palestras sobre a evolução da tecnologia”. Ele destacou que todas as técnicas usadas na luminotecnia tradicional podem ser realizadas com o LED.
Gerente de Produtos da Philips, Eduardo Polidoro, esclareceu as diferentes aplicações de uma mesma fonte LED e destacou as vantagens que a tecnologia oferece, como tempo de vida útil maior que outras fontes disponíveis no mercado, flexibilidade de design e a não utilização de mercúrio, que torna o LED uma fonte de luz limpa. "A iluminação é responsável por 19% da energia global consumida” e forneceu outros dados técnicos sobre o produto, como a energia térmica que é ainda o maior problema da aplicação de LEDs em projetos de iluminação.
Representando a empresa belga Schréder, Wilson Theodosio explorou o uso dos LEDs na iluminação pública, destacando as vantagens: ausência de raios UV no facho de luz, sistemas ópticos que garantem fachos muito precisos e o tornam altamente eficiente, ausência de vapores tóxicos, controle dinâmico de cores, aumento da resistência a vibrações e impactos, entre outros fatores. Segundo o profissional, a mais importante desvantagem que a tecnologia ainda apresenta é a geração de calor. 
O professor Fernando Westphal da Universidade Federal de Santa Catarina  falou sobre sustentabilidade e certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design). Como o Brasil é o sexto país no ranking de edificações que conquistam o "selo verde", a palestra do pesquisador foi bem de encontro aos interesses dos projetistas presentes. O palestrante abordou todos os quesitos que levam à pontuação necessária para atingir a certificação quanto à iluminação, aconselhando os profissionais a explorarem o uso da luz natural.

Barry Hannaford Esther Stiller e Orlando Marques
O inglês Barry Hannaford alertou aos lighting designers quanto aos conceitos ambientalistas que o uso do LED tem carregado.  "O que é necessário e vital é saber quanto de luz é preciso para projetar os ambientes e, com isso, estabelecer a relação adequada uso / desperdício", pondera o consultor. "O resultado luminotécnico dependerá, inclusive, da convivência com outros materiais que compõem o espaço”, explica.
Representante da DPA Lighting Consultants, Barry Hannaford destacou que é papel do lighting designer saber qual a cor real do resultado que se deseja obter e apresentou alguns projetos no Oriente Médio realizados através do escritório DPA sediado em Dubai, como o Hotel Feature Tower em Abu Dhabi, um conjunto de três torres comerciais e o Hotel Grand Hyatt, em Dubai. 
Para Alissa Zelazowski, da E.Iluminação de Curitiba, “o evento foi muito importante por se tratar de uma tecnologia da qual se sabe muito pouco.  Atendeu totalmente às minhas expectativas” disse a arquiteta e lighting designer.


*Fotos Marcelo Magnoni
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8ª Brasil Scrapbooking Show

Evento traz para São Paulo as novidades da arte de registrar história pessoal em papel.


Depois de Los Angeles, onde aconteceu a CHA, é a vez de São Paulo mostrar aos amantes do scrapbooking tendências e novidades. A feira terá também uma exposição inédita de mangás feitos apenas com papel e cola.


Quatro dias para ver, conhecer, admirar, comprar, enfim, para ficar por dentro de tudo sobre scrapbooking e em um único ambiente, ao lado dos maiores artistas do gênero e dos principais fornecedores de produtos, insumos e acessórios. Isso é o que promete a 8ª Brasil Scrapbooking Show, que acontece de 6 a 9 de outubro, no Centro de Eventos São Luís, em São Paulo.
Organizada pela WR São Paulo, que também faz a Mega Artesanal e a Brasil Patchwork, a 8ª Brasil Scrapbooking Show já faz parte da agenda da legião de fãs da arte de registrar momentos, lembranças e recordações em álbuns ou em qualquer outro elemento que permita o uso de papel e criatividade.
Nessa edição não será diferente: a 8ª Brasil Scrapbooking Show apresentará o que há de mais moderno sobre o assunto, como, por exemplo, o uso do scrapbooking na decoração de festas, desde o convite à lembrancinha. “Mas isso é só uma das tendências”, avisa Rita Mazzoti, diretora da WR São Paulo. “Como sempre, os expositores levarão para a Feira novidades nacionais e importadas, incluindo insumos e produtos acabados”, diz.
O artista plástico Vlady, do Ateliê do Vlady, um dos maiores nomes do scrapbooking no Brasil, por exemplo, está preparando uma exposição inédita de mangás feitos com papel e cola. “Os trabalhos de scrapbooking estão com qualidade muito alta devido às matérias-primas que já podem ser encontradas no Brasil, e também a eventos como a Brasil Scrapbooking Show, que estimulam essa prática e atraem cada vez mais adeptos”, disse Vlady.
Além do Ateliê do Vlady, a 8ª Scrapbooking Show reunirá os principais fornecedores do setor, como Casa da Arte, Craft&Scrap Brasil, Scrap Sampa e Toke Crie, que levarão as mais recentes novidades nacionais e importadas de papeis, guardanapos, acessórios, acetato, adesivos, álbum, canetas, kits prontos, ferramentas, carimbos furadores, etc. Como nas edições anteriores também haverá cursos de reciclagem ou de iniciação na arte.

Serviço:
VIII Brazil Scrapbooking Show
Data: de 6 a 9 de outubro de 2010 (aberto ao público em geral)
Local: Centro de Eventos São Luís – São Paulo / SP
Endereço: Rua Luis Coelho, 323 – Cerqueira César (próximo ao metrô Consolação)
Horário: Das 13h às 20h
Ingresso: R$10,00
Proibida a entrada de menores de 12 anos
Organização: WR São Paulo Feiras e Congressos
Patrocínio: Scrap Sampa, Ateliê do Vlady, Craft & Scrap Brasil, Editora On line.
Mais  informações: http://www.brazilscrapbookingshow.com.br/
Sobre a WR São Paulo -  www.wrsaopaulo.com.br
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ARTE E TECNOLOGIA COMEMORAM 50 ANOS DE HISTÓRIA

Exposições “Tékhne” e “Memórias Reveladas” marcam os 50 anos do Museu de Arte Brasileira e a criação do Centro de Memória da FAAP, integrando tradição e tecnologia no ensino e apreciação das artes.


Ana Botafogo no Teatro Faap 

História, interatividade e inovação. É nesse contexto que o Museu de Arte Brasileira da Fundação Armando Alvares Penteado (MAB-FAAP) completa seu cinquentenário. A comemoração tem início em 14 de setembro, quando o Salão Cultural e a Sala Annie Alvares Penteado recebem duas grandes exposições: a multimídia “Tékhne”, que revisita as principais mostras de arte tecnológica realizadas pelo MAB-FAAP e apresenta obras inéditas de renomados artistas da contemporaneidade; e “Memórias Reveladas”, que resgata por meio de recursos visuais o processo de construção da faculdade de artes plásticas, além de homenagear os grandes artistas que contribuíram para sua consolidação. Holografias das principais peças encenadas pelos artistas no Teatro FAAP integram a exposição. 

                            Objeto cinético de Abhram Palatnik
A concepção das exposições teve início há um ano e meio, quando a FAAP deu início à criação do Centro de Memória da instituição, sendo Denise Mattar a coordenadora do trabalho de pesquisa dentro e fora da Fundação. Foram coletadas fotos, documentos, cartas, fichas de professores, de alunos, de exposições e peças de teatro que resultou na publicação de três livros que complementam as comemorações: Arte Brasileira: 50 exposições do MAB-FAAP, com textos das críticas de arte Angélica Moraes e Fernanda Lopes, e da curadora;Teatro FAAP – A História em Cena, escrito pelo crítico de teatro Valmir Santos; e Memórias Reveladas – A atuação cultural da FAAP, que traz a cronologia da construção do Museu de Arte Brasileira, o convênio estabelecido com o MASP, na década de 1950, a transformação da Escola de Artes em Faculdade de Artes Plásticas, nos anos 1970, e os principais acontecimentos que atribuíram à FAAP o reconhecimento na formação de jovens artistas. 

Tékhne: Maestria e Convergência

Denominada Tékhne - palavra grega para artes plásticas que significa destreza e maestria -  a exposição discute a importância da convergência entre arte e tecnologia. A mostra, que homenageia o crítico de arte Walter Zanini, precursor no apoio à arte e tecnologia, é dividida em dois núcleos – Histórico e Contemporâneo – e reúne trabalhos desde a década de 1960 até os dias atuais.
NNúcleo Histórico, a exposição possibilita revisitar cinco principais mostras de tecnologia realizadas pelo MAB-FAAP entre 1964 e 1986 que foram pioneiras na apresentação desse tema no Brasil. 


A primeira mostra a ser revisitada é “A Instabilidade”, de 1964, que integrou a III Bienal de Paris de 1963. Realizada pelo Grupo G.R.A.V – Grupo de Pesquisa de Arte Visual, a exposição surpreendeu artistas e críticos da época por propor a investigação do processo criativo e participação do espectador. Em Tékhne, será reapresentada a instalação “Lumière em Mouvement” de Julio Le Parc (foto acima), cujas luzes mágicas se movem de acordo com os visitantes. 
A exposição “Arteônica”, de 1971, é a segunda a ser revisitada em Tékhne. Com curadoria de Waldemar Cordeiro (1925-1973), foi uma das primeiras exposições de computer art organizada em São Paulo. Nessa mostra
serão apresentadas as obras de Cordeiro que integraram a exposição original, e um conjunto de dez obras que homenageia o artista, mapeando sua produção do período. 
O artista Julio Plaza, espanhol naturalizado brasileiro, de grande importância para a arte multimídia, será homenageado em Tékhne com a recriação da peça La Diferencia, de 1981, apresentada na Bienal de São Paulo daquele ano. Também serão exibidos seus vídeo-poemas com o poeta Augusto de Campos.
  
O Objeto na Arte - Brasil anos 60”, realizada em 1978, é a terceira exposição destacada em Tékhne. Com curadoria de Daisy Peccinini, a mostra apontava diferentes procedências para a produção múltipla e heterogênea das manifestações consideradas como objeto.
Nessa exposição serão reapresentadas obras de grandes artistas, como Antonio Manuel, Wesley Duke Lee, Abraham Palatnik, Cildo Meireles, Fajardo e Lygia Pape. 

Realizada em 1985, com curadoria de Daisy Peccinini, a exposição “Arte novos meios/multimeios: Brasil 70/80”, dava continuidade à discussão sobre o objeto no campo artístico. Tratava-se da primeira tentativa de reunir em um mesmo espaço um amplo levantamento de manifestações de arte que se expressavam através de meios não tradicionais. A mostra incluía arte-postal, xerox-arte, vídeo arte, videotexto, holografias, entre outros. Em Tékhne serão apresentadas obras de Analivia Cordeiro, José Roberto Aguilar, Paulo Bruscky e Regina Vater, Regina Silveira (foto acima), Anna Bella Geiger, Cildo Meireles, Otavio Donasci, Fernando Cochiaralle, Nelson Leirner, Hudinilson Jr., Bené Fonteles, Leonardo Duch, Paulo Klein, Moyses Baumstein e Carmela Gross. 
A última exposição do Núcleo Histórico é de 1986: o Projeto Vermelho. A ideia partiu de Bruno Talpo e também teve curadoria de Daisy Peccinini. A experiência teve caráter inovador ao apresentar instalações sobre a cor vermelha, a maior parte delas especialmente produzidas para a mostra. Dessa exposição serão apresentadas obras de Betty Leirner, os hologramas de Moyses Baumstein, e foto da obra de Ana Maria Tavares. 
O Núcleo Contemporâneo traz o levantamento das obras que relacionam arte e tecnologia desde 1986, apresentando as grandes transformações tecnológicas, desde o advento da internet, criação de programas de edição de imagens e outros mecanismos que vêm influenciando a sociedade como um todo, inclusive a produção artística. Nesse núcleo serão apresentadas obras de 11 artistas: Amélia Toledo, Regina Silveira, Anaísa Franco, Ana Maria Tavares, Caetano Dias, Alexandre Rangel e Rodrigo Paglieri, Rejane Cantoni e Leonardo Crescenti, Luiz duVa, Lucas Bambozzi, Karina Dias e Denise Agassi.
  

Como tudo começou

Uma cascata virtual com os nomes de diretores, professores e alunos que passaram pela Fundação recebe os visitantes da exposição Memórias Reveladas. A mostra conta a história do ensino das artes na FAAP, desde os cursos livres, quando era conhecida como Instituto de Arte Contemporânea (IAC), em 1958, até a transformação em Faculdade de Artes Plásticas, na década de 1970, chegando aos dias atuais.
A mostra é dividida em seções que contam a trajetória da Fundação no âmbito das artes visuais e, posteriormente, cênicas, com a construção do Teatro FAAP, em 1976. A cronologia que circunda a exposição é ilustrada pela projeção de imagens em uma parede de 12 metros dos principais acontecimentos, como a construção do prédio principal, a composição dos vitrais, os primeiros ateliês, visitantes famosos na década de 1950 e as exposições e eventos marcantes.
Os principais artistas da história da arte brasileira passaram pela Fundação, tanto como professores quanto como alunos, como Flávio Motta, Clóvis Graciano, Darel, Caciporé Torres, Amélia Toledo, Julio Plaza, Regina Silveira, Walter Zanini, Leda Catunda, Sergio Romagnolo, Jac Leirner, Felipe Chaimovich, Marcos Moraes, Maria Izabel Branco Ribeiro, Pazé, Rodolpho Parigi, entre muitos outros.
Memórias reveladas dedica uma área à Residência Artística FAAP e à Cité des Arts – estúdio mantido pela Fundação em Paris que já abrigou 25 artistas brasileiros, entre ex-alunos e professores, para complementar estudos e desenvolver projetos artísticos ao longo de seis meses. 





Em uma área específica para o Museu de Arte Brasileira é possível apreciar as obras de grandes artistas pertencentes ao acervo, como Candido Portinari, Di Cavalcanti (obra ao lado), Tarsila do Amaral, Alberto da Veiga Guignard, Alfredo Volpi, Anita Malfatti, Antonio Gomide, Cícero Dias, Clovis Graciano, Flávio de Carvalho, José Pancetti, Lasar Segall, Ernesto De Fiori, entre outros.


                             Estudo para a boba, de Anita Malfatti 
Na seção que conta a história do Teatro FAAPforam produzidas holografias (vídeos com representação de imagem em terceira dimensão) especialmente para a mostra, com trechos das peças encenadas por Marília Pêra (Madame Chanel), Christiane Torloni (Joana Dark), Gloria Menezes (Ensina-me a viver), Irene Ravache (De Braços Abertos), Ana Botafogo (Três Momentos do Amor), Marco Ricca (Ricardo III), Sérgio Mamberti (O Bailado do Deus Morto), Rodrigo Lombardi e Fúlvio Stefanini (A Grande Volta), Cintia Débora Falabella (A serpente). 
No meio do salão estará instalado o Centro de Memória, que reúne depoimentos de artistas como Hebe de Carvalho, Yolanda Bessa, Regina Silveira, Leda Catunda, Ana Maria Tavares, Caciporé Torres, Vlavianos e apresenta também objetos de época, e catálogos (esgotados) para consulta virtual. 
Com curadoria de Denise Mattar, referência nas artes visuais brasileiras, e cenografia de Guilherme Isnard, ambas as mostras foram ambientadas em espaços lúdicos e criativos, permitindo aos visitantes interagir com as obras e vivenciar novas experiências.

Serviço
Exposições "Memórias Reveladas" e "Tékhne"

ENTRADA FRANCA

Período de visitação:Tékhne:  de 14/09 a 14/11
Memórias Reveladas: de 14/09 a 12/12
Horário: de terça a sexta-feira, das 10h0
sábados, domingos e feriados, das 13h00 às 17h00
Local: Museu de Arte Brasileira (MAB-FAAP)
Endereço: Rua Alagoas, 903 - Higienópolis
Informações: (11) 3662-7198
Agendamento de visitas educativas: (11) 3662-7200
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