1 de setembro de 2010

Arrigo Barnabé assume curadoria musical do Museu da Casa Brasileira


Músico une erudito, popular e barroco na programação do Música no Museu.
A programação do Música no Museu do Museu da Casa Brasileira terá, até dezembro, a curadoria de Arrigo Barnabé.  O músico aproximou três grupos distintos: aqueles que trabalham com a música erudita produzida no séc. XX/XXI (Durum, duo Karin/Montanha, Projeto B e Daniel Murray), os que trabalham a música popular cortejando a música erudita e as experimentações (Mário Campos e Coletivo orquestral da Unicamp, Paulo Braga e Mané Silveira Quinteto) e ainda os que se ocupam de uma música mais antiga, ligados à produção do barroco (Mundo Barroco e Orquestra Arte Barroca). 
“Acho interessante podermos comparar as inquietações que surgem de forma transparente, no séc. XX/XXI, esses desassossegos de alma, com a música produzida no período barroco. Esta, também tem seus desassossegos de alma, suas febres, aflições e até angústias”, pontua Barnabé.
Para a primeira apresentação Barnabé convidou o regente Mario Campos e sua “big band” Coletivo Orquestral da Unicamp para se apresentarem no domingo, 5 de setembro, às 11h, em um cenário agradável: o terraço do museu, em frente ao seu jardim de 6.600 metros quadrados. Ainda sob sua curadoria, em setembro, se apresentarão Paulo Braga e Big Band da Santa.
Sobre Arrigo
Com trabalho singular na musica brasileira, Arrigo sempre trabalhou na fronteira entre o erudito contemporâneo e o popular. Nascido em Londrina (PR), mudou-se para São Paulo em 1970. Por aqui, cursou a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e a Escola de Comunicações e Artes, onde fez o curso de composição, no Departamento de Música.
Na década de 70, participou do Festival Universitário da TV Cultura com a música Diversões eletrônicas. Nos anos 80, lançou seu primeiro álbum, Clara Crocodilo e compôs a Saga de Clara Crocodilo para a Orquestra Sinfônica Juvenil do Estado de São Paulo e grupo de rock. Na mesma década, obteve reconhecimento internacional com seu segundo disco, Tubarões voadores, eleito pela revista francesa Jazz Hot como um dos melhores do mundo. Lançou o LP Cidade oculta e recebeu prêmio de melhor trilha sonora no Riocine Festival, pela musica do filme Cidade oculta, de Chico Botelho e no Festival de Cinema de Brasília DF, ganhou o prêmio de melhor trilha sonora, pelo filme Vera, de Sérgio Toledo.
Nos anos 90, participou de shows com Itamar Assumpção por todo o Brasil, apresentou-se no Podenville, em Berlim (Alemanha), lançou mais um álbum, Façanhas e sua peça Nunca conheci quem tivesse levado porrada, para a Orquestra Jazz Sinfônica, banda de rock e quarteto de cordas, teve apresentação no Memorial da América Latina, em São Paulo. Barnabé ainda participou do Primeiro Festival de Jazz e Música Latino-Americana, em Córdoba, Argentina. No Teatro Municipal, de São Paulo, apresentou sua peça Musica para dois pianos, percussão, quarteto de cordas e banda de rock e lançou o CD Ed Mort, do selo Rob Digital, trilha sonora do filme de mesmo nome, dirigido por Alain Fresnot.
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