13 de agosto de 2010

Construções sustentáveis crescem em ritmo acelerado no país

Aumentou de quatro projetos registrados em 2007 para 191 em 2010, segundo o Green Building Council Brasil (GBCB).
O número de projetos registrados no sistema LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), certificação internacional para edifícios sustentáveis - residenciais e comerciais - concedida pelo Conselho de Construção Sustentável dos EUA(US Green Building Council) aumentou de quatro projetos registrados em 2007 para 191 em 2010, segundo o Green Building Council Brasil (GBCB). Destes, 80% se encontram em São Paulo e 55% são comerciais. Atualmente 18 obras já são certificadas no país.  
Os dados foram apresentados na quinta-feira em evento realizado no auditório da Universidade Cidade de São Paulo - UNICID, que contou com palestras do diretor do GBCB, Nelson Kawakami, do diretor do curso de Arquitetura da Universidade, Antonio Macedo Filho e do arquiteto norte-americano Rives Taylor, diretor de sustentabilidade em projetos do Gensler, um dos maiores escritórios de Arquitetura e Design do mundo e professor da Universidade de Houston (EUA). 
De acordo com Kawakami, essa expansão se deve ao fato de que os empresários já perceberam que as construções verdes reduzem o seu impacto no meio ambiente e o custo operacional dos edifícios. "A adoção de práticas sustentáveis traz benefícios econômicos mensuráveis. Uma construção verde reduz de 8 a 9% os custos operacionais de um edifício comercial e amplia em 6,6% a taxa de retorno do imóvel, em 3,5% a taxa de ocupação e 3% o valor do aluguel", explica. 
Apesar de todas essas vantagens, Kawakami ressalta que o selo ainda precisa ser mais disseminado. "Há um grande potencial de crescimento no país. Para 2011, a meta é chegar a 400 prédios registrados para certificação. Para isso, é necessário ampliar a conscientização das pessoas, porque a redução de custos é importante, mas a mudança de postura é vital. O grande obstáculo continua sendo o desconhecimento por parte dos profissionais", diz. 
Para o diretor do curso de Arquitetura da UNICID, Antonio Macedo Filho, o planeta necessita, urgentemente, de atitudes mais positivas com relação ao meio ambiente. "É preciso repensar a maneira de proceder daqui para frente. A construção civil é uma das atividades que mais causam impacto no meio ambiente, sendo responsável no Brasil por 21% no consumo de água, 25% da emissão de gases causadores do efeito estufa, 65% dos resíduos e 42% do consumo de eletricidade", revela.  
Segundo Macedo, ao adotar os parâmetros do LEED, a construção precisa ser totalmente repensada.  "É preciso avaliar o espaço onde o prédio será implantado, a infraestrutura do local, oferta de transporte público, a eficiência energética, o reaproveitamento de água e o uso de materiais. É um investimento que vale a pena", afirma. 
Nos Estados Unidos, onde a certificação LEED está consolidada há anos com mais de 20 mil empreendimentos certificados, Macedo lembra que o mercado cresce 14,2% ao ano num universo de US$ 10 trilhões já. 
Alguns projetos americanos de sucesso com selo LEED foram apresentados pelo arquiteto norte-americano Rives Taylor, diretor de sustentabilidade em projetos do Gensler, um dos maiores escritórios de Arquitetura e Design do mundo, com mais de 2,8 mil arquitetos atuando em todo o mundo. 
Na palestra "Design sustentável para um mundo melhor", o especialista destacou que uma edificação que adota o LEED ganha em funcionalidade, performance e energia. "O usuário ganha em conforto e as empresas com o aumento da produtividade".
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