31 de agosto de 2010

Tudo sobre LED: Fórum teve sucesso de público



Atualidade do tema 
do LED Fórum reuniu profissionais da iluminação e fornecedores para 
discutirem as aplicações da nova tecnologia.



                                                      * Fernando Prado e Esther Stiller

Saldo muito positivo. Este foi o consenso geral do LED Fórum promovido na última semana no auditório do Secovi pela Associação Brasileira de Arquitetos de Iluminação - AsBAI e que reuniu arquitetos, lighting designers e profissionais da indústria de iluminação em torno das aplicações possíveis da tecnologia dos LEDs, que  ainda é pouco compreendida e vem sendo “mistificada” pela cadeia da construção civil.  
O LED Fórum reuniu mais de 600 participantes vindos de várias regiões do país e que tiveram a oportunidade de ouvir onze palestras proferidas por especialistas e pesquisadores que atuam no Brasil e no exterior. "Criamos, com o fórum, uma oportunidade de conversar com a indústria e com nossos pares, para assim melhor aplicarmos o produto no futuro", atestou Esther Stiller, presidente da entidade. E concluiu: “O encontro estimulou a troca de informações entre indústria e lighting designers para juntos identificarmos as reais necessidades do mercado”. 

Aplicações e usos do LED

A abertura do evento foi realizada pela presidente da  AsBAI, Esther Stiller que enfatizou a necessidade do mercado  agir com cautela, uma vez que a tecnologia ainda está em desenvolvimento: “A tecnologia é complexa e se nós não tivermos compreensão técnica da ferramenta, não teremos bons resultados”, alertou aos profissionais presentes. “É preciso aprofundamento e estudo para não ouvirmos dentro de alguns anos que o LED não é uma boa fonte de luz porque não está sendo bem aplicado”, concluiu. 
A arquiteta e urbanista Regina Monteiro, diretora da Paisagem Urbana na SP Urbanismo (antiga Emurb), (na foto, à direita, com Esther Stiller)  aproveitou a ocasião para relatar aos presentes a atual posição da Prefeitura de São Paulo no empenho em avaliar e restabelecer um projeto de  iluminação para a cidade, aos moldes do Cidade Limpa. "Estamos envolvidos agora com a ação ‘São Paulo à Noite’ e vim trazer uma "provocação" aos fornecedores, pois o grande entrave para efetuarmos mudanças na iluminação dos espaços públicos está na homologação de novos fornecedores”. E arrematou: "Quero, inclusive, convidar a AsBAI para reavaliarmos o  Plano Diretor de São Paulo", completou Regina Monteiro. 
Entre os pontos fortes do primeiro dia do Fórum esteve a palestra de Fernando Romano, da Osram, que comparou as diversas fontes de luz disponíveis para iluminação urbana e deu exemplos internacionais, como o da China, onde o governo subsidia os custos de iluminação pública, uma vez que percebeu a vantagem no aumento do tempo de manutenção. O palestrante ainda frisou que “dentro de 2 anos o LED deve se tornar a fonte de luz mais eficiente disponível no mercado”. 
Edgardo Cappiello, da Erco: “Neste momento, os profissionais precisam saber escolher os fabricantes, e por isso é de grande importância a realização de Fóruns e palestras sobre a evolução da tecnologia”. Ele destacou que todas as técnicas usadas na luminotecnia tradicional podem ser realizadas com o LED.
Gerente de Produtos da Philips, Eduardo Polidoro, esclareceu as diferentes aplicações de uma mesma fonte LED e destacou as vantagens que a tecnologia oferece, como tempo de vida útil maior que outras fontes disponíveis no mercado, flexibilidade de design e a não utilização de mercúrio, que torna o LED uma fonte de luz limpa. "A iluminação é responsável por 19% da energia global consumida” e forneceu outros dados técnicos sobre o produto, como a energia térmica que é ainda o maior problema da aplicação de LEDs em projetos de iluminação.
Representando a empresa belga Schréder, Wilson Theodosio explorou o uso dos LEDs na iluminação pública, destacando as vantagens: ausência de raios UV no facho de luz, sistemas ópticos que garantem fachos muito precisos e o tornam altamente eficiente, ausência de vapores tóxicos, controle dinâmico de cores, aumento da resistência a vibrações e impactos, entre outros fatores. Segundo o profissional, a mais importante desvantagem que a tecnologia ainda apresenta é a geração de calor. 
O professor Fernando Westphal da Universidade Federal de Santa Catarina  falou sobre sustentabilidade e certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design). Como o Brasil é o sexto país no ranking de edificações que conquistam o "selo verde", a palestra do pesquisador foi bem de encontro aos interesses dos projetistas presentes. O palestrante abordou todos os quesitos que levam à pontuação necessária para atingir a certificação quanto à iluminação, aconselhando os profissionais a explorarem o uso da luz natural.

Barry Hannaford Esther Stiller e Orlando Marques
O inglês Barry Hannaford alertou aos lighting designers quanto aos conceitos ambientalistas que o uso do LED tem carregado.  "O que é necessário e vital é saber quanto de luz é preciso para projetar os ambientes e, com isso, estabelecer a relação adequada uso / desperdício", pondera o consultor. "O resultado luminotécnico dependerá, inclusive, da convivência com outros materiais que compõem o espaço”, explica.
Representante da DPA Lighting Consultants, Barry Hannaford destacou que é papel do lighting designer saber qual a cor real do resultado que se deseja obter e apresentou alguns projetos no Oriente Médio realizados através do escritório DPA sediado em Dubai, como o Hotel Feature Tower em Abu Dhabi, um conjunto de três torres comerciais e o Hotel Grand Hyatt, em Dubai. 
Para Alissa Zelazowski, da E.Iluminação de Curitiba, “o evento foi muito importante por se tratar de uma tecnologia da qual se sabe muito pouco.  Atendeu totalmente às minhas expectativas” disse a arquiteta e lighting designer.


*Fotos Marcelo Magnoni
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