11 de setembro de 2010

Artigo: hotelaria levada na esportiva

O Brasil receberá visitantes das mais diversas nacionalidades em decorrência da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016, o que  coloca o país no centro das atenções mundiais de fornecedores e empresários em busca de novidades para ditar tendências e oferecer diferenciais nestes mercados.

                                                                              Por Kátia Castro*
Nunca antes o País presenciou uma expansão tão significativa de investimentos voltados aos setores de hospedagem, food service e turismo. Calcula-se que até 2020 se chegará à cifra de R$ 18 bilhões. Vamos receber visitantes das mais diversas nacionalidades em decorrência da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016, o que nos coloca no centro das atenções mundiais de fornecedores e empresários em busca de novidades para ditar tendências e oferecer diferenciais nestes mercados.
No total são doze as capitais brasileiras a sediar a Copa 2014. E não é por menos que a maioria receberá um aporte financeiro mais voltado às melhorias na infraestrutura urbana de cada cidade. Em paralelo, o Ministério do Turismo projeta a criação de 45.000 novos empregos para os próximos quatro anos no segmento de hotelaria.
Neste mesmo período, a região que desfrutará da maior porcentagem do valor aplicado será a Nordeste, onde cerca de 50% será destinado à hospedagem. O número de quartos para abrigar turistas no Nordeste pode chegar a 45.000, em uma soma que gira em torno de 70.000 no Brasil inteiro.
Por isso, em 2010, fechamos acordo para a realização da edição Nordeste da Equipotel, que será realizada pela primeira vez em maio de 2011 em Recife e já tem datas definidas pelos próximos 4 anos. Outro dos fatores que pesou a favor da tomada desta decisão é a implantação de três novas refinarias da Petrobrás em Pernambuco, Ceará e Maranhão, que totaliza R$ 36 bilhões de investimentos nos locais e deve trazer consequências diretas ao setor de turismo, hospedagem e alimentação.
Os efeitos desse trâmite já podem ser observados por nós, que lidamos diretamente com representantes do ramo. É a hora em que o esporte e a economia dão as cartas e podem emplacar uma série de benefícios para a rede hoteleira do País. Com a preparação da Equipotel 2010, nota-se um crescimento expressivo de empresas que querem aproveitar o momento para se mostrar ao mercado. A Feira, que chega à sua 48ª edição com cerca de 1.200 expositores de produtos e serviços, exigiu um aumento de 17% na área disponível para a implantação de estandes, fato que comprova a grandeza do evento, o maior da América Latina destinado a hotelaria e gastronomia.
Aliás, o setor gastronômico, um dos pilares da Equipotel, vem rendendo ótimos resultados para as empresas expositoras. Em 2009, a indústria de alimentos como um todo lucrou R$ 292 bilhões, dos quais 22% correspondem à alimentação fora do lar. Isso representa um faturamento de R$ 64 bilhões e constata a importância de reunirmos expositores deste segmento em nosso 4º Equip Food&Drinks - trazendo linhas completas de produtos para suprir o mercado de food service. Seguimos também com a nossa Arena Gastronômica e seus diversos eventos, onde os visitantes têm a chance de entrar em contato com cursos e performances de profissionais consagrados no ramo de alimentos e bebidas.






Dessa forma, temos grande expectativa e prazer em receber as cerca de 50.000 pessoas, que devem passar pelo Pavilhão do Anhembi durante os quatro dias da Equipotel 2010. Não importa qual esporte nos dará mais medalhas porque o vencedor será um só, o nosso Brasil.

*Kátia Castro é diretora-superintendente do Grupo Equipotel.

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