17 de dezembro de 2010

Arte um “tesouro coletivo” para Vasarely

No Museu Oscar Niemeyer, até 27 de março de 2011, exposição de 21 serigrafias do pintor húngaro da coleção proveniente da Fundación Museos Nacionales, da Venezuela. 

Torz,1978

"A arte de amanhã será um tesouro coletivo ou deixará de ser arte"Victor Vasarely

Pauk Arny, 1978

Um dos fundadores da arte cinética e um dos principais representantes da "op art", Victor Vasarely foi o criador de uma obra de alcance e acesso social. O pintor e escultor húngaro, radicado na França, utilizou o recurso da reprodução gráfica para ampliar sua capacidade de fazer circular a obra de arte. Com o entusiasmo de consolidar novos elementos para a integração social também foi um dos pioneiros a considerar a arte como um “tesouro coletivo”, do qual todos devem participar.
seleção de serigrafias, composta por 21 obras, exemplifica a maestria de Vasarely na investigação das superfícies cromáticas e suas relações no espaço como síntese e reflexo do mundo. A coleção é proveniente da Fundación Museos Nacionales, instituição vinculada ao Ministerio del Poder Popular para la Cultura de la República Bolivariana de Venezuela. 

Harom-N.B,1978

Pengo-Z, 1975
Na construção de sua linguagem, Vasarely incluiu a geometria, a física, os avanços tecnológicos, a química e os elementos plásticos para articular novas fontes poéticas, com a intenção de democratizar e socializar a arte. Em 1947, ele “reconhece que a forma e a cor podem significar o mundo e ampliar o horizonte da percepção estética. Através de suas formas desejava expressar uma visão espiritual do mundo: com simplicidade, nobreza, equilíbrio e a separação da pressão do tempo”, explica a curadora María Luz Cárdenas.
A mostra conta com o patrocínio da Agência de Fomento, COPEL, COMPAGAS, SANEPAR, CAIXA e o apoio do Ministério da Cultura e do Governo do Paraná.
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