5 de junho de 2011

Marceneiro, designer, arquiteto: Carlos Motta no MON, em Curitiba




No Museu Oscar Niemeyer uma exposição que retrata a trajetória do artista, um apaixonado pela natureza,  surf e pescaria.

Até o dia 28 de agosto, o Museu Oscar Niemeyer (MON), em Curitiba apresenta uma exposição com mais de cem peças assinadas por Carlos Motta. Com curadoria e museologia de Consuelo Cornelsen, da Planeta Brasil, a mostra faz uma retrospectiva da vida do artista. Ela diz que a Mostra  da obra do Carlos Motta marceneiro, designer e arquiteto é uma forma de retratar os diferentes períodos da vida desse grande artista e toda a sua versatilidade”. A mostra conta com design gráfico de Gui Zamoner.
Com mais de 35 anos de trabalho em projeto e execução de móveis, objetos e arquitetura, Carlos Motta mantém a paixão de um principiante. 
“É como se fosse o início de um namoro, onde tudo é empolgação e positivismo. Desenhar peças utilitárias e abrigos para as pessoas têm sido o meu trabalho. Faço isso com muito prazer, buscando entender que as necessidades de todos nós são muito parecidas, e que se repetem de geração a geração. 


Para Motta, o que norteia o trabalho é a criação de objetos utilitários, que satisfaçam a necessidade das pessoas, sem nunca esquecer que o belo e longevo sempre devem estar presentes na peça final. Além disso, acredita que como profissional deve ter a responsabilidade e consciência para propor um trabalho e uma maneira de vida que cause o menor dano possível ao local onde vivemos.


“A natureza é generosa, e muito nos tem oferecido. Mas nosso planeta está cansado, exaurido. Temos a obrigação de reconsiderar o que é importante e vital para o homem. Propor um design objetivo, básico. Desvincular a felicidade do bem material.
Um amante da natureza, Motta costuma dizer que, com os caiçaras, aprendeu o nome dos pássaros, dos peixes e, mais do que tudo, aprendeu a se aproximar do âmago e do purismo da vida. 
“A vida se expressando de maneira simples e básica. O belo não é somente observado; é vivido e incorporado. Não há intelectualidade.

 Sobre Carlos Motta

Apaixonado por surf, pescaria e marcenaria, Carlos Motta iniciou seu trabalho na década de 70, fazendo objetos com peças de madeira trazidas pelo mar, nas praias do Litoral Paulista, onde costuma frequentar. Em 1975, já na faculdade de Arquitetura, desenvolveu os primeiros protótipos de móveis. Nesse mesmo ano, em uma pequena oficina de marcenaria na Vila Madalena São Paulo, produziu as primeiras cadeiras e poltronas. No ano seguinte, já formado, se mudou para a Califórnia para estudar marcenaria e técnicas construtivas. Em 1978, Carlos Motta voltou a São Paulo e abriu seu atelier na Vila Madalena. Sua proposta é projetar e executar móveis, objetos, esculturas e arquitetura, causando o menor impacto ambiental possível. Para isso, trabalha com madeira de redescobrimento (árvores caídas, madeira de demolição ou encontradas no mar ou rios) e madeiras certificadas pelo F.S.C. Nos anos 80 e 90 se consolidou como escritório de design e arquitetura, desenvolvimento de protótipos, execução de linha de móveis e trabalhos especiais. Em 1994 retornou à Califórnia, onde morou por um ano. A partir daí, aumentou a distribuição de seus produtos no Brasil, Estados Unidos e Europa. No final dos anos 90 passou a desenvolver projetos de arquitetura.
 Serviço 
CARLOS MOTTA – marceneiro, designer e arquiteto
Quando: de 26/05 a 28/08 de 2011, de ter. a dom., das 10h às 18h
Onde: Museu Oscar Niemeyer (Rua Mal. Hermes, 999. Centro Cívico. Curitiba – PR)
Telefone: (41) 3350-4400
Quanto: R$ 4 (inteira) e R$ 2 (meia)
Curadoria, museologia e produção executiva: Consuelo Cornelsen
Design gráfico: Gui Zamoner
Produção: Planeta Brasil, Caixa Econômica Federal, Museu Oscar Niemeyer e Secretaria da Cultura do Estado do Paraná.
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Apoio: Carlos Motta, Artemobilia, Fael Luce e Lide Multimídia.
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* Nota: Algumas fotos foram retiradas de sites relacionados a Carlos Motta e não constam, necessariamente, na exposição.
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