29 de junho de 2011

Nas bancas: BRAVO! traz matéria especial com o rapper Criolo


Criolo em foto de Luiz Maximiano
“Ela é mais doida do que eu”, afirma Criolo, ao relembrar a fase em que dividia a sala de aula com a mãe

"Ela é tão doida, mas tão doida, que, com o tempo, julguei melhor abrir mão do adjetivo. Não o mereço”, Criolo.


A edição de julho da revista BRAVO! traz uma matéria especial com o rapper Criolo (ex-Criolo Doido), que ficou conhecido no cenário musical com seu primeiro álbum “Nó na Orelha” e a música “Não Existe Amor em SP”. Sob a máscara de Criolo, Kleber Cavalcante Gomes assina e interpreta as dez composições de seu segundo disco. Só uma das faixas, Mariô, tem um coautor, Kiko Dinucci. Colocado na internet, o trabalho ultrapassou a marca dos 55 mil downloads gratuitos em cerca de 40 dias.
“Escolhi o pseudônimo Criolo porque tenho um pai negro, lindo”, explica o cantor. “Já o Doido deriva de minha mãe e não desse meu jeito atrapalhado. Sou filho da Doida, né? Somente um louco poderia topar os desafios incríveis que dona Maria topou. Ela é tão doida, mas tão doida, que, com o tempo, julguei melhor abrir mão do adjetivo. Não o mereço.
Entre os desafios a que Criolo se refere, está o fato de sua mãe, Maria Vilani, ter feito o colegial junto com ele.  Ela estava com  39 anos e ele com 14 quando iniciaram  o 2º grau numa escola pública de São Paulo. “Selei um acordo com o Klebinho. Abandonaríamos os papéis de mãe e filho no colégio para virar exclusivamente colegas, relembra Maria, hoje com 51 anos.
O rapper não se importava com as brincadeiras dos colegas e sempre se apoiou na imagem de guerreira da mãe. “‘Terror, hein, mano? Encarar a mãe na mesma classe...’ Terror? Eu achava da hora! A presença dela não me oprimia. Pelo contrário, me reconfortava. Era motivo de orgulho também. Imagine: uma cearense arretada, quarentona, batalhando para superar as deficiências do passado... O convívio escolar me ensinou a respeitá-la de verdade, independentemente da hierarquia familiar.”
Vinte anos depois de fazerem o colegial juntos numa escola pública de São Paulo, Maria dirige um café filosófico no Grajaú, organizado por sua ONG, o Centro de Arte e Promoção Social, e Criolo lança seu segundo disco, já apontado como um dos melhores de 2011 por diversos críticos.
Confira a matéria completa na edição de julho da BRAVO! que chegou às bancas dia 29.
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