26 de junho de 2011

Os melhores arquitetos da cena nacional estão na Mostra Black

Com total liberdade de expressão, muito luxo e requinte, um seleto grupo de 14 arquitetos e paisagistas, revela sonhos estéticos na interpretação do conceito “Black”.
Mostra Black, com sua exclusividade e sofisticação, renova conceitos e apresenta o que há de melhor em arquitetura de interiores e paisagismo. 

Através do Arkpad, o Artetecta possibilita a você conhecer um pouco mais da exclusiva Mostra que acontece em São Paulo.

http://www.arkpad.com.br/



Um casarão no Jardim Europa, em São Paulo, – construído na década de 40 pelo arquiteto Jacques Pilon – abriga desde quarta feira, dia 22 de junho, a exclusivíssima Mostra Black. Com total liberdade de expressão, muito luxo e requinte na execução, um grupo seleto de 14 arquitetos, paisagistas e designers de interiores, revela sonhos estéticos por meio da interpretação do conceito “Black”.
Idealizada pela arquiteta Raquel Silveira, em parceria com Cesar Bekerman, Priscila Lima de Charbonnières e Louis de Charbonnières, a mostra é a primeira expressão da marca Black, que surge no mercado brasileiro e pretende lançar vários produtos com a etiqueta Black: palestras, eventos, produtos de excelência e diversas outras iniciativas.
Como prolongamento virtual da mostra, será possível acessar, no Arkpad, todos os ambientes projetados  e conhecer mais sobre os profissionais. Alguns produtos expostos serão vendidos exclusivamente através do site. Monitores da Mostra, com seus iPads, podem fornecer mais informações na própria Black


Living de Sig Bergamin


O arquiteto Sig Bergamin criou o living, usando como inspiração o próprio ambiente – que é a sala principal da casa. Sem modificá-lo, porém reproduzindo as “boiseries” acima dos espelhos colocados nos nichos, transformou-o em um aconchegante ambiente de inverno, sensação transmitida pelos tons escuros e a mescla do moderno com o clássico. O Living de Sig Bergamin transparece o espírito de quem o usaria: um homem sofisticado, urbano, que viveria em Paris, São Paulo ou Nova Iorque, intelectual e colecionador de arte, ou seja, um “bon vivant” intimista.


The Red Room” de Migotto




O arquiteto Roberto Migotto criou o ambiente “The Red Room”, cenário dramático, luxuoso e atemporal, o lounge todo em tons de vermelho é destinado a pessoas de gosto ousado. A cor vermelha não foi escolhida por acaso, ela é fascinante, intensa e viva, significa força, virilidade e dinamismo. As peças usadas neste ambiente foram selecionadas, pelo seu design, sua matéria-prima nobre e pela sua qualidade total, critérios essenciais para classificar os materiais de luxo. Em um ambiente predominantemente contemporâneo, usou-se um mix de peças, objetos e obras de arte com o compromisso de não ser datado.


Lounge Garagem de Fernanda Marques


Para a arquiteta Fernanda Marques, o termo Black está ligado ao atemporal, àquilo que atravessa décadas sendo atual. Em seu Lounge Garagem, logo na entrada da mostra, a arquiteta buscou abordar o masculino por meio de materiais contemporâneos, design e arte. O espaço multiuso reflete “como seria o lugar imaginado por um homem que resolveu fazer de sua garagem o seu reduto”. Destaque para a adega, equipada com iluminação colorida.


Biblioteca de Jorge Elias
























O arquiteto Jorge Elias criou uma biblioteca que mistura clássico e moderno. “Fiz pensando em coisas que realmente eu gosto e da maneira que eu gosto, moderno na escoha dos móveis e das peças de arte, aliás, esse é o forte do ambiente, que vai desde o séc. 18 até o 21, passando por vários movimentos, por exemplo os anos 40 francês e o Art Déco. Entre as obras de arte, fotografias de J.R. Duran, Steven Meisel , Bruce Weber , Ilario Magali , gravuras de Leger e Picasso, desenhos de Chagall e Botero”.



Sótão de João Armentano

João Armentano criou o ambiente do sótão, buscando tornar o espaço minimalista e moderno. 

 “Black é espaço, luxo, e ser simples é um grande luxo!. Ainda segundo o autor, o destaque do ambiente é a luz, a atmosfera aconchegante, calma, sofiticada e chique. “Um ambiente amplo, leve, delicado e simples onde o sofisticado são as coleções de obras de arte, de ótimas peças de decoração, de estilos e texturas.



"Apartamento em Paris” de Dado Castello Branco



Dado Castello Branco criou o espaço “Apartamento em Paris”. O ambiente tem espaço gourmet, home theather, dormitório e banho, todos integrados como nos lofts parisienses, uma bicicleta e vasos com hortaliças reforçam o lifestyle contemporâneo. O clima francês também é aparente no requinte da cozinha, com armários Ornare e equipamentos Viking. Todos os ambientes são em tons de cinza e as paredes revestidas com tecidos de algodão, lançamento da JRJ.

Guto Requena e o ambiente interativo

O arquiteto Guto Requena criou o ambiente interativo “O que faz de uma casa um lar?, buscando instigar os visitantes a refletir sobre os significados e subjetividades associados à casa. O convite está aberto para responder a pergunta através de sms, twitter ou pela interface “touch”. O ambiente abriga um volume vermelho, com perfil em “A”, contendo pedaços da história do imóvel e da família. Suas aberturas direcionam o olhar do visitante para partes interessantes da arquitetura da casa. No segundo andar é possível visualizar as respostas dos visitantes.


Renata Seripieri projetou o “lavabo com acessibilidade"

Além de uma instalação conceitual de video mapping, Renata Seripieri projetou o “lavabo com acessibilidade, que segue o estilo clássico francês e combina funcionalidade com sofisticação. As barras de apoio, tradicionalmente confeccionadas em aço, foram substituídas por elegantes peças de bronze. As torneiras e saboneteira têm sensor, para facilitar o manuseio. O luxo e a sofisticação não impediram que o ambiente fosse projetado seguindo todas as determinações técnicas exigidas para o uso de portadores de deficiência física, como altura das barras e do vaso sanitário, além da largura da porta”.
O casarão escolhido para a mostra é um projeto do arquiteto francês Jacques Pilon, que teve uma importante atuação no cenário brasileiro, especialmente em São Paulo, entre os anos 1930 e 1960. Ao lado dos arquitetos Gregori Warchavchik e Rino Levi, Pilon contribuiu para a formação da arquitetura modernista brasileira, sendo responsável por edifícios relevantes em São Paulo como o Edifício Paulicéia, na avenida Paulista, e a Biblioteca Municipal Mario de Andrade.
*Fotos: Inés Antich


Serviço:
De 22 de junho a 17 de julho de 2011
Rua Groenlândia, 448 – Jardins – São Paulo – SP.
Estacionamento no Hotel Unique, na Av. Brigadeiro Luis Antonio, 4700. Traslado gratuito de ida-e-volta dos visitantes do Unique até a Mostra Black.
Tel.: 11 2609.2522
Funcionamento: Terça a sábado e feriados, das 12h às 20h30; domingo, 11h às 19h30
Ingresso: R$ 100,00
Crianças até 10 anos não pagam.
Estudantes e idosos pagam meia entrada.
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