19 de julho de 2011

Conflitos da vida em condomínio


Verticalização da morada traz maior sensação de segurança, mas também riscos de uma série de problemas de convivência; regimento interno é solução para minimizá-los.
 
O Censo Demográfico de 2010 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) revelou que, nos últimos dez anos, mais brasileiros escolheram os condomínios como forma de moradia – hoje, 1 em cada 10 reside em prédios. De acordo com o levantamento, a verticalização rompeu as fronteiras das grandes metrópoles e hoje também é realidade em cidades pequenas e médias. Somente na região Norte do país, em dez anos, o número de apartamentos cresceu 43,2% e já somam 6,2 milhões. Se, por um lado, tem aumentado o número de pessoas que optam por esse tipo de habitação, por outro, cresce também o de conflitos provocados pela complicada vida condominial. 
Entre os principais motivos de discórdias e atritos dentro dos condomínios está o excesso de barulho causado por animais, crianças ou pela falta de comportamento adequado, avarias causadas por vazamentos, além da inadimplência. “Algumas simples regras dispostas em um regimento, porém, poderiam solucionar conflitos como esses. Limitar os horários de festas, criar uma lista clara de ações não permitidas nas dependências do edifício, bem como suas respectivas penalidades, registrar as sanções legais e administrativas para condôminos que deixam de pagar as contas são alguns exemplos de itens que auxiliariam na administração e certamente facilitariam na boa convivência entre os moradores”, explica Gabriel Karpat, consultor especializado em condomínios e diretor da GK Administração de Bens. 
Para Karpat, o crédito facilitado, a melhora da economia e a maior sensação de segurança foram os fatores que contribuíram para o aquecimento desse nicho do mercado imobiliário. “Nos próximos anos, o mercado deve continuar aquecido. Por isso, a importância de maior preparo e organização de síndicos e administradoras. São eles os grandes responsáveis por gerenciar as regras em busca da harmonia na vida condominial”, afirma o executivo da GK, empresa que atua no ramo há 35 anos. 
Condomínios-clube
Outro modelo de habitação que também tem se expandido pelo país são os chamados condomínios-clube, que aliam lazer e serviços diversificados junto ao edifício. Nesse tipo de moradia os problemas se ampliam e a administração torna-se mais complexa. O regimento interno, então, precisa ser ainda mais abrangente, já que a falta de clareza nas regras, como a de uma simples definição de horário de uso, por exemplo, pode acarretar em conflitos. Nesse sentido, contar com o apoio de uma boa administradora de condomínios pode fazer diferença. O know-how para esse tipo de trabalho é fundamental para assessorar síndicos na condução de seu árduo papel de garantidor da boa convivência em condomínios”, diz Karpat.
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