15 de setembro de 2011

Exibição do Filme " LIMITE", de Mário Peixoto

No próximo sábado, às 17h30, no Museu Guido Viaro, com debate ao final da exibição.




Limite, filmado em 1930 e exibido pela primeira vez em 1931, dirigido e escrito por Mário Peixoto,  se tornou, ao longo dos anos, um filme cult lendário. Foi votado várias vezes como o melhor filme brasileiro já realizado e pode ser considerado a primeira e única referência para filmes brasileiros experimentais (apesar da problemática do termo) do cinema mudo.








O CINECLUBE ESPOLETTA E O MUSEU GUIDO VIARO CONVIDAM, DENTRO DO CICLO "REBELDES CLÁSSICOS", PARA A EXIBIÇÃO DO FILME " LIMITE"

DIREÇÃO: MARIO PEIXOTO 
(1908-1992)
APÓS A EXIBIÇÃO, HAVERÁ UM DEBATE SOBRE O FILME.

17 DE SETEMBRO (Sábado)
17 E 30 HORAS.

Entrada Franca

Local: Museu Guido Viaro
Rua XV de novembro 1348 (esquina com General Carneiro )
Fone: 3018-6194


www.museuguidoviaro.blogspot.com





Sobre o filme 
(do site Mario Peixoto) http://www.mariopeixoto.com/arquivo_mario_peixoto.htm
O filme de Mário Peixoto deixou sua marca não apenas na história cinematográfica e cultural do Brasil. Houve a polêmica já um pouco distante de Glauber Rocha em torno do cinema novo, na década de 1960, quando ele contrapôs Ganga Bruta (1933) de Humberto Mauro ao filme de Peixoto. Mais recentemente, encontramos uma seqüência com o próprio Peixoto em O Cinema Falado (1986), único filme de Caetano Veloso. Adriana Calcanhoto projetou cenas do filme durante a música O Mocho e a Gatinha, em seu DVD Adriana Partimpim (2004). David Bowie escolheu Limite como o único filme brasileiro entre seus dez favoritos da América Latina para a mostra HIGH LINE FESTIVAL, em 2007. Neste mesmo ano, a versão restaurada de Limite foi exibida no festival de Cannes e fez parte dos filmes selecionados para a World Cinema Foundation, fundada por Martin Scorsese e que tem como objetivo a preservação, restauração e exibição de produções históricas, sobretudo da África, América Latina, Ásia e Europa central.
A seguir, um breve olhar histórico sobre o filme único de Mário Peixoto.
1.
Quando se fala de filmes mais experimentais no Brasil ou de tais filmes realizados por diretores brasileiros, pode-se basicamente citar três produções: primeiro, Rien Que Les Heures (1926), filmado em Paris por Alberto Cavalcanti (1897-1982); segundo, São Paulo – Sinfonia da Metrópole (1929),
 

Cartaz 1929
dirigido por Rodolfo Lustig e Alberto Kemeny, um filme obviamente inspirado pela Sinfonia de Berlim de Ruttmann (1927). E, finalmente, podemos citar Limite, filmado em 1930 e exibido pela primeira vez em 1931, dirigido e escrito por Mário Peixoto, que se tornou, ao longo dos anos, um filme cult lendário. Foi votado várias vezes como o melhor filme brasileiro já realizado e pode ser considerado a primeira e única referência para filmes brasileiros experimentais (apesar da problemática do termo) do cinema mudo. Do meu ponto de vista, o termo Limite já traz em si uma certa qualidade programática. Em primeiro lugar, gostaria de apontar a qualidade icônica do "I" como uma concepção estrutural que caracteriza as linhas visuais permanentes durante o filme, como nos fios, arames, estradas, árvores secas, galhos e plantas, estacas e postes, telhados, paredes, grades ou cercas.

E não é por acaso que depois da seqüência inicial do filme – explorando um estado mais fluido e amorfo – a câmera focaliza a prancha do barco como linha inicial que nos levará à primeira linha de memória.

Essas linhas visuais, às vezes desdobrando-se em direção a espaços abertos, às vezes formando espaços limitados como triângulos ou cruzes, portanto, servem como uma ligação, um fio que conecta diferentes flashes do passado, bem como indica suas limitações, proporcionando ao filme uma estrutura muito geométrica,





Arquivo Mário Peixoto
Rio de Janeiro

Fundado em 1996 por Walter Salles, o arquivo é gerenciado por Ayla e Saulo Pereira de Mello. Abrange, entre outros, um imenso volume de livros, roteiros, correspondências, fitas de áudio e vídeo bem como material fotográfico.

O arquivo é aberto a pesquisadores, estudantes ou qualquer pessoa interessada em conhecer a vida e obra de Mário. Favor marcar uma visita com antecedência.

Arquivo Mário Peixoto
Praça Nossa Sra. Da Glória, 46
Bairro Glória
Rio de Janeiro, RJ
CEP: 22211-110
E-mail: Ayla@videofilmes.com.br


http://www.mariopeixoto.com/arquivo_mario_peixoto.htm

Michael Korfmann - Universidade Federal do Rio Grande do Sul - Instituto de Letras
Avenida Bento Gonçalves, 9500 - 91509-900 Porto Alegre, RS - Brasil 
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