12 de outubro de 2011

Vida e Obra de W. Rio Apa no Solar do Rosário, em Curitiba

A "correnteza" deste Rio Apa é caudalosa: jornalista, escritor, ilhéu, navegador, e muito mais... Domingo, dia 16, às 11 horas.


                                           

W. Rio Apa por Cristovão Tezza

W. Rio Apa: as trilhas da Utopia
Revista Letras - UFPR - N. 50, P. 59-71 - JUL/DEZ 1998. ED. UFPR
Cristovão Tezza
Wilson Galvão do Rio Apa, ou simplesmente W. Rio Apa, como assina sua obra, é uma das figuras mais originais da literatura paranaense. Nascido em 1925 em São Paulo, capital, passou a infância e adolescência no Paraná. Na juventude, dedicou-se ao jornalismo e à literatura, formando-se em Direito em 1949 na UFPR. Em seguida, embarcou como marinheiro, viajando pelo mundo durante dois anos. De volta ao Brasil, fixou-se no litoral paranaense, onde, ao lado de uma vida de ilhéu e velejador aventureiro, exerceu intensa atividade jornalística.

Esta primeira fase de sua vida já determina qual seria o perfil do escritor. Ao longo dos anos 50, publicou artigos semanais nos jornais O Estado do Paraná e Última Hora (de São Paulo), em que relatava experiências pessoais de sua vida exótica de marinheiro e ilhéu, entremeadas de reflexões filosóficas. Uma série deles (1951-52) tinha o título de "Tentativa de uma grande síntese", o que já nos dá uma medida de seu projeto; outra série (1954), "Experiências com a solidão", narrava os trinta dias que passou sozinho numa ilhota do litoral. Mais tarde (1957-58) escreveria semanalmente no jornal A Tribuna, de Santos, relatos de suas viagens num pequeno barco, junto com a família. Esse contato com o mar e com a vida da pesca que marca a biografia de Rio Apa se tornará um dos elementos centrais de sua literatura.
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