2 de novembro de 2011

Nona Bia: "Arquitetura para todos: construindo cidadania"


“Arquitetura para todos – construindo cidadania” é o tema da 9ª Bienal Internacional de Arquitetura – nonaBia –, inaugurada para convidados na noite de terça-feira (1º) no prédio da OCA, no Parque Ibirapuera, zona sul de São Paulo. 
Ampla e didática, esta edição da Bienal está voltada não apenas para profissionais e estudantes da área, mas também para o grande público, protagonista da arquitetura e formador de opinião, de acordo com o curador Valter Caldana.

A ideia, segundo o curador Valter Caldana, é mostrar ao cidadão que a sua rotina - do lazer às deslocações entre casa e trabalho - tem a influência constante da arquitetura e do urbanismo, "não como palco inanimado da vida em sociedade".
A mostra organizada pelo IAB - Instituto dos Arquitetos do Brasil (Departamento São Paulo e Direção Nacional), estará aberta para o grande público a partir desta quarta-feira (2) até 4 de dezembro.  http://www.iabsp.org.br/exposicao_geral.asp

OCA do Parque Ibirapuera, em São Paulo
As visitas à Bienal podem ser feitas de terça a domingo, das 10h às 22h, com entradas a R$10 e R$ 5 para estudantes com identificação. Adultos acima de 65 anos e crianças com menos de 10 anos têm entrada gratuita. 
Visitas monitoradas de grupos e escolas podem ser agendadas pelo site www.nonabia.com.br.
Um total de vinte mostras, que reúnem cerca de 400 projetos de mais de 30 países e de 20 estados brasileiros poderão ser visitadas na OCA. Conheça os destaques e programe-se:





Brincando de construir com Lego
Quem visitar a Bienal, poderá participar da construção de uma cidade feita de peças de montar, de acordo com o tema da Nona Bia: “Arquitetura para todos – construindo cidadania”.
Para a construção da cidade, duzentas mil peças de Lego de diversos tamanhos ficarão à disposição do público que contará com o auxílio de estudantes de arquitetura, que farão a monitoria da exposição e devem instruir as pessoas a como montarem a cidade em escala correta, entre outras técnicas.
A cidade ocupará uma área de 18 m X 1,5 m e será criada de forma livre e democrática.  O público que passar por lá poderá desmontar e reconstruir prédios ou pontes, com o objetivo de que as pessoas reflitam sobre os impactos positivos e negativos na cidade após cada intervenção.
Robério Esteves, porta-voz da marca no Brasil  diz  que "para a Lego, participar deste evento é poder contribuir para que as pessoas estejam cada vez mais inseridas no desenvolvimento da cidade em que elas vivem".

 Exposição Geral de Arquitetos:
A mostra reúne 140 trabalhos de arquitetos brasileiros e estrangeiros, selecionados entre os 251 apresentados. A seleção foi feita por um comitê internacional, composto pelo curador da Bienal, Valter Caldana, e por e mais 19 arquitetos de oito países, que, diante da boa qualidade dos projetos e do limite de espaço físico, resolveu selecionar projetos para suporte físico (62), como maquetes, mais ligados ao tema da Bienal “Arquitetura para todos – construindo cidadania”), e  outros 78 em suporte digital;  
- Concurso internacional de ideias:
Estudantes do Brasil e de outros países criaram 90 trabalhos que se debruçam sobre a proposta desta edição “Arquitetura para todos – construindo cidadania”  a fim de criar projetos com até 10 mil m², no centro da cidade onde o participante reside;
- Exposições nacionais:
Reúne trabalhos institucionais e de entidades como Fundação Niemeyer, Casa de Lucio Costa, Instituto Lina Bo Bardi, Fundação Vila Nova Artigas, IPH, Casa Vila Nova Artigas de Curitiba, e Instituto Atlântico;
- Exposições da curadoria:
Aborda temas como “O croqui como concepção da arquitetura”; “Construção da ideia” (projetos executivos); “Memórias” (projetos muito bons mas pouco divulgados), e “Star Systems” (arquitetura contemporânea produzida por talentos reconhecidos);
Perspectiva "Spontaneous Voids", na exposição
 "Arquitetura
 Contemporânea da Noruega" 
Representações estrangeiras oficiais:
Agrega mostras de 14 países:
  • Alemanha–  "Baukultur – Cultura da Construção" (parte do conteúdo estará na Oca e outro no Centro Cultural São Paulo);
  • Argentina – "As cidades e seus signos";
  • Chile – "Construção e Reconstrução para o cidadão";
  • Colômbia – "Arquitetura e Cidadania";
  • Dinamarca  – "Arquitetura como condutor de uma cidade possível de se viver";
  • EUA  – "Novas Práticas – New York /São Paulo";
  • França – "Metropolis?" (exposta na XII Bienal de Veneza, a mostra tem curadoria do arquiteto francês Dominique Perrault, e é composta por 16 filmes de arquitetura, realizados pelo documentarista francês Richard Copans);
  • Holanda - "Unsolicited Architecture" (Arquitetura não solicitada), organizada pelo NAI - Netherlands Architecture Institute para o Ano da Holanda no Brasil;
  • Israel – "Cidade Branca: o Movimento Moderno em Tel Aviv";
  • Itália – "Arquitetura Italiana e Recuperação Urbana";
  • México – "Espaços Contemporâneos";
  • Moçambique  – "Arquitetura sem arquiteto";
  • Noruega – "Arquitetura Contemporânea";
  • Portugal – "Tradição é inovação".
Serviço
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