5 de janeiro de 2012

Férias: aproveite para visitar o MON que expõe a trajetória do Salão Paranaense e ver obras de grandes mestres


"Caminhantes" (1968), de Antonio Maia
 Até março, na mostra "Desejo de Salão" o público pode ver obras de mestres como Alfredo Andersen, Theodoro De Bona, Guido Viaro, Miguel Bakun, Rubens Gerchman, Antonio Maia, Fernando Velloso, Ione Saldanha, Marcos Benjamin, Yolanda Mohalyi, Raul Cruz, Patricia Osses, Roberto Leal, Eliane Prolik, Rones Dumke, Ruben Esmanhotto, Luiz Henrique Schwanke, entre outros.
"Textura - luz - vácuo" (1971), de Yolanda Mohalyi
 O convite ao espectador-viajante é para se perder no turbilhão das linguagens aqui presentes, buscando ver a arte nela mesma, na sua linguagem, capturando os sentidos pela forma”:  curadora Maria José Justino ao chamar atenção para a multiplicidade de linguagens da mostra.

A mostra promovida pelo Museu de Arte Contemporânea, da Secretaria de Estado da Cultura (SEEC), faz uma retrospectiva do salão que é realizado no Paraná desde 1944. A curadoria é da professora e crítica de arte Maria José Justino.
Obra sem título (1982), de Marcos Benjamim
A ideia de realizar uma mostra sobre a trajetória do Salão surgiu a partir dos debates que ocorreram ao longo do ano no “Seminário Museus de Arte do Paraná – a construção do futuro”, coordenado pelo crítico e curador Paulo Herkenhoff. A última etapa foi dedicada aos salões de arte do Estado, em especial o Salão Paranaense, e as discussões giraram em torno da significação histórica e social do evento e o desejo de mudanças e continuidade.
Desde a criação do Salão Paranaense, a produção cultural no Paraná e o ambiente institucional sofreram transformações que situam nosso Estado num lugar próprio no sistema da arte no Brasil. E refletir sobre essas mudanças é fundamental para a elaboração de uma política de artes visuais para todo o Estado, destaca o secretário de Cultura, Paulino Viapiana.


“Na organização, optamos por cruzar diacronia e sincronia, dois aspectos da temporalidade: a arte na sua evolução no tempo (diacronia: 1944 a 2009) e ela tomada independentemente dessa evolução (sincronia). A arte como articulação e diálogo com outras obras. Esse foi o modo de escapar da rigidez de uma cronologia”, explica Maria José Justino.
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