28 de maio de 2012

Desvendando a arte milenar da cutelaria


Faca Rodrigo Sfreddo
 São Paulo vai sediar a I Mostra Internacional de Cutelaria, que
acontecerá nos dias 14 e 15 de julho, com obras dos grandes mestres. 


* Roger Glasser

  A confecção de instrumentos de corte é uma das mais antigas expressões
  de arte praticadas pelo homem. O uso de facas, espadas, canivetes,
  punhais e navalhas marcaram o desenvolvimento e evolução do ser humano   e, durante muito tempo, foram fundamentais para garantir a
  sobrevivência.
Faca Modelo Bowie


  Nem todos sabem, mas essa arte que atravessa séculos chama-se
  cutelaria. No Brasil, o termo ainda é pouco utilizado. A palavra
  ‘cutelo’ significa instrumento cortante semicircular de ferro e vem do
  latim cultellu (faquinha), de onde provém também o termo ‘cutela’, que
  se refere à faca larga para cortar carne.

  As facas fazem parte da história e é impossível imaginar como seria a
  vida sem o uso deste artefato, que é considerado de extrema importância
  para a sociedade. Os primeiros registros são do período Paleolítico
  Inferior, há 2.500.000 anos, na Tanzânia e na Etiópia. As primitivas
  facas eram feitas de lascas de pedra e usadas para fazer as pontas das
  lanças, cortar couro para as roupas e produzir utensílios destinados à
  defesa e ao abrigo.
Faca Sandro Boeck


  Com o decorrer do tempo, a fabricação dessas ferramentas tornou-se mais
  elaborada, ganhou aspectos estéticos e a paixão pela arte
  transformou-se em profissão. O cuteleiro é um artesão que sabe lidar
  com diferentes tipos de materiais, como metal, couro, madeira e
  tecidos, e busca produzir peças cada vez mais aprimoradas e
  sofisticadas.

  Admirada por artesãos e colecionadores, a cutelaria está ganhando
  destaque fora dos meios especializados e o mercado do ramo também está
  crescendo. A técnica pode ser classificada como artesanal, que requer
  esforço e habilidade artística manual, ou industrial, na qual há a
  utilização de máquinas e a produção é feita em série.

  Os amantes dessa arte milenar poderão apreciar as obras dos grandes
  mestres da cutelaria na I Mostra Internacional de Cutelaria, que
  acontecerá nos dias 14 e 15 de julho, em São Paulo. O evento tem como
  objetivo difundir a cultura no país, dar visibilidade aos profissionais
  e empresas do ramo e permitir o intercâmbio de culturas, tradições e
  experiências com outras iniciativas regionais, nacionais e
  internacionais.

  A Mostra terá como destaque a participação de Jerry Fisk, um dos
  principais cuteleiros do cenário mundial e detentor do título de
  Tesouro Nacional Vivo, por suas obras e contribuição a cultura
  americana. Estarão presentes, também, os cuteleiros Rodrigo Sfreddo e
  Ricardo Vilar.

  * Roger Glasser é PhD em Hospitalidade e organizador da I Mostra
  Internacional de Cutelaria.

  Para mais informações:

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