28 de dezembro de 2012

FELIZ 2013!

ARTETECTA DESEJA A TODOS UM ANO INTEIRO DE MUITA SORTE!



23 de dezembro de 2012

FELIZ NATAL!

                                 
Desejo a todos meus leitores, amigos, colaboradores, assessorias de imprensa e todos aqueles que passam de vez em quando por aqui, um Feliz Natal! Que estes sentimentos de confraternização, de harmonia, da vontade  que nos invade de  sermos melhores nestes dias que antecedem o final de   cada ano, sejam duradouros e se prolonguem em nossas vidas e não acabem ao final do dia 25. Vamos renascer a cada manhã, com todas as possibilidades que cada novo dia nos oferece! 
Obrigada pela companhia!
Marise Heleine - editora do Artetecta   

20 de dezembro de 2012

Vote em Curitiba como uma das cidades mais encantadoras do mundo no n7w.com



Curitiba na lista das cidades maravilhosas

Via Jornale: Curitiba na lista das cidades maravilhosas: "Eleição New 7 Wonders Cities tem votação na internet

Curitiba venceu mais uma etapa e permanece na lista de votação das New 7 Wonders Cities, as cidades maravilhosas do Mundo. A eleição é organizada pela New7Wonders Foundation, instituição suíça responsável pelas campanhas que elegeram as sete maravilhas do mundo moderno, que teve a estátua do Cristo Redentor entre os vencedores, e as sete maravilhas naturais do Planeta, com destaques para as Cataratas do Iguaçu e a Amazônia.

Para votar, basta acessar o site da premiação (www.n7w.com) e escolher sete cidades preferidas."
www.jornale.com.br
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14 de dezembro de 2012

Depois do apocalipse: Mostra coletiva "Pós-Fim do Mundo"


Vem de Trancoso, na Bahia: Galeria Fulô apresenta coletiva com obras pós-apocalípticas


ChicoBaldini
 A mostra reúne desenhos, colagens, pinturas e esculturas, além de performances dos artistas Amber Joy Rava, Carlito Dalceggio, Chico Baldini, Flammarion Vieira, Milena Liberman, Nádia Taquary, Roger Regner e Sumitra Dhyan
Flammarion Vieira

Galeria Fulô - mostra coletiva Pós-Fim do Mundo - Trancoso/BAVVe  vvvvVvvvv       


Sumitra Dhyan

Roger Regner

A Galeria Fulô apresenta a mostra "Pós-Fim do Mundo", coletiva na qual
artistas brasileiros e estrangeiros exibem obras em suportes variados,
tendo como inspiração o tema apocalíptico, sempre em voga, principalmente no final de 2012, ano que muitos acreditam ser o derradeiro da vida na Terra, enquanto outros, mais otimistas, apostam numa nova era, de renovação e paz. Segundo a curadora da exposição, Fatima Jeker, “a escolha do tema designa e aponta aos artistas convidados a metafórica anunciação do fim dos tempos para reflexão, aceitação e conceitualização da arte diante da possibilidade do Fim. As diferentes obras vão provocar o público com a  polêmica do fim ou, para muitos, um recomeço diante das trágicas previsões  e a crença do homem no eterno, mesmo que o fim esteja anunciado”.


Milena Liberman
                                          

Em *Pós-Fim do Mundo*, são exibidos desenhos, colagens, pinturas e
esculturas, além de performances. Participam da coletiva os artistas Amber
Joy Rava, Carlito Dalceggio, Chico Baldini, Flammarion Vieira, Milena 
Liberman, Nádia Taquary, Roger Regner e Sumitra Dhyan. Um elemento comum no trabalho dos participantes é a forte presença do ser humano e de elementos da natureza, que ora se contrapõem e ora se fundem, num constante diálogo entre o homem e sua relação com o que o cerca.

Com suas pinturas multicoloridas, Carlito Dalceggio exibe uma arte cheia de
vida, com tonalidades e contrastes fortes e traços carregados de
intensidade. Através dessas telas, o artista expressa uma visão caótica do
belo.

Em seus desenhos, Chico Baldini busca uma linguagem universal através da
utilização de seres que são símbolos em praticamente todas as culturas:
pássaros, flores, figuras antropozoomórficas, estrelas, corujas, touros,
gamos, cavalos. Neles, o artista materializa possíveis expectativas sobre
um início de um novo mundo e traduz angústias, anseios e esperanças.

Flammarion Vieira, por sua vez, desenvolve assemblages, nas quais é notável
a justaposição de homem e animal através da colagem de elementos diversos,
tais como fotografias, ilustrações, objetos que reproduzem a anatomia
humana, chapas de raio X e penas, por exemplo, convergindo ciência e
misticismo, e dando origem a seres e cenas de uma nova mitologia.

Milena Liberman apresenta esculturas em forma de colares e pendentes, que
podem ser instaladas na parede ou dispostas sobre bancadas ou no chão.
Nesses trabalhos predomina o contraste de materiais, como porcelana,
chumbo, corais e pedras brutas. A forma circular dos colares remete ao
infinito, enquanto os materiais que os constituem propõem uma construção,
um movimento para adiante, aliando natureza e atividade humana.

Nádia Taquary expõe trabalho similar, com referências e materiais coletados
na África, berço da humanidade. Suas joias-esculturas são inspiradas nas
joias utilizadas pelas escravas no período colonial. Nelas, a artista
mistura ouro, prata, cobre, madeira, pedraria e cristais em figas, pencas
de balangandans e amuletos. Em suas obras é recontextualizada a riqueza
cultural e estética para a valorização da ancestralidade cultural.

Para a exposição, Roger Regner criou trabalhos em técnica mista: um painel
formado por nove quadros, produzidos em três camadas de material, gerando
efeitos de movimento e ilusão de óptica, e um tríptico. Nessas obras os
elementos centrais são desenhos de rostos focados na região dos olhos, que
criam uma desidentificação de indivíduo e sugerem uma renúncia ao
egocentrismo.

A escultora Sumitra Dhyan traz à mostra reflexões e sensações ao resgatar
mitos e reinterpretar o inconsciente, desde remotas e variadas raízes até o
espaço vazio contemporâneo. A artista aborda em suas obras questões que
envolvem permanência, solidez e memória.

No dia da pré-abertura, *Pós-Fim do Mundo* contará ainda com performances
de Carlito Dalceggio e Amber Joy Rava. Carlito brinda os espectadores com
uma ação de live painting, produzindo, com ambas as mãos, obras diante de
seus olhos. Uma dessas obras, quando finalizada, passa a integrar a
exposição. Amber, por sua vez, apresenta a Dança do Fogo, inspirada no
elemento que representa a luz e a renovação. A performance da bailarina faz
alusão ao mito da fênix, num paralelo com o tema da exposição: a vida das
chamas e o renascimento pós-apocalíptico.
Serviço

Exposição: *Pós-Fim do Mundo* – Amber Joy Rava, Carlito Dalceggio, Chico
Baldini, Flammarion Vieira, Milena Liberman, Nádia Taquary, Roger Regner e
Sumitra Dhyan
Curadoria: *Fátima Jeker*
*Performance pré-abertura: 29 de dezembro de 2012, sábado, às 19h
Abertura: 02 de janeiro de 2013 - quarta-feira*
Período: 02 de janeiro a 28 de fevereiro de 2013
Local: *Galeria Fulô*
Praça São João, Quadrado - Trancoso, Bahia
Horário: todos os dias na alta temporada, das 17h30 às 23h

Orquestra Sinfônica do Paraná faz o último concerto do ano


No programa: obras de Aaron Copland 1900/1990),  Krzystof Penderecki (1933), e  Antonín Leopold Dvorák (1841/1904) sob regência do maestro Osvaldo Ferreira.

Fotos: Karin van der Broocke


Alexandre RazeraOs 100 anos da Universidade Federal do Paraná (UFPR), a mais antiga instituição de ensino do Brasil, serão comemorados no concerto da Orquestra Sinfônica do Paraná. No repertório estão obras de três importantes compositores: Fanfarra para o Homem Comum, de Aaron Copland (1900/1990), Concerto para Viola e Orquestra de Câmara, de Krzystof Penderecki (1933), e Sinfonia Nº. 8 em Sol maior, Op. 88, de Antonín Leopold Dvorák (1841/1904). 

O concerto abre com a peça Fanfarra para o Homem Comum, de Aaron Copland, compositor americano e figura destacada na música do século XX. A obra foi escrita em 1942 para a Orquestra Sinfônica de Cincinnati (EUA), em resposta à entrada dos Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial. Foi inspirada em um famoso discurso do vice-presidente americano Henry A. Wallace, que proclamou o alvorecer do "século do homem comum". 

A segunda obra, Concerto para Viola, de Penderecki, será interpretada pelo solista Alexandre Razera. A composição foi escrita em 1983 por encomenda do governo da Venezuela, para marcar o bicentenário da morte de Simón Bolívar. A peça tem apenas um movimento e exige grande habilidade do solista. O sucesso do concerto levou o autor a fazer novas versões para clarinete e violoncelo. 

A última obra do concerto, Sinfonia Nº. 8, em Sol maior, Op. 88, do compositor tcheco Dvorák, possui características diferentes, como o uso da tonalidade em Sol maior, pouco comum nas sinfonias românticas. Nota-se também a influência de Brahms e do folclore boêmio; o destaque é a troca do tradicional scherzo agitado por uma graciosa e serena valsa durante o terceiro movimento.


ALEXANDRE RAZERA – Viola solo – Paulista nascido em 1975 em Piracicaba, demonstrou desde cedo grande talento. O primeiro instrumento que estudou foi o violino. Aos 15 anos optou pela viola e um ano depois foi premiado com o 2º lugar no concurso “Jovens Instrumentistas do Brasil”, realizado em sua cidade natal. Atualmente é o Primeiro violista da Orquestra da Rádio e Televisão Eslovênia de Ljubljana, músico convidado da Mahler Chamber Orchestra desde 2008 e primeiro violista convidado na Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo.
Entre suas atuações constam trabalhos junto à Orquestra Sinfônica de São Paulo (OSESP) e a Orquestra Sinfônica da USP. Em 1997, ganhou uma bolsa de estudos da Fundação Vitae para a academia da Orquestra Filarmônica de Berlim (Karajan Stiftung) quando teve oportunidade de realizar concertos, turnês e gravações junto a esta sob a regência de renomados maestros como Cláudio Abbado, Simon Rattle, Daniel Baremboim, entre outros.


Serviço
Concerto da Orquestra Sinfônica do Paraná.
14 de dezembro às 20 horas.
Auditório Bento Munhoz da Rocha Netto – Guairão ( Rua Conselheiro Laurindo, S/N, Curitiba, Centro – Praça Santos Andrade).
Classificação: 7 anos.
Regência: maestro Osvaldo Ferreira.
Solista: Alexandre Razera (viola).
Ingressos: R$ 10,00. Desconto de 50% para o Cartão Teatro Guaíra, não cumulativo com descontos previstos em Lei.
Fonte: CCTG

"A quatro mãos e às cegas" assim foi escrito "Fim de tarde com leões", da jornalista Paula Fontenelle


A Geração lança a primeira obra de ficção de Paula Fontenelle, uma história de amor escrita juntamente com P. W. Guzman, que prefere manter-se oculto e não assinar a obra



Após o lançamento de dois livros de reportagem, sendo o segundo,  Suicídio: um futuro interrompido, finalista do Prêmio Jabuti 2009, a jornalista pernambucana Paula Fontenelle estreia na ficção com o romance epistolar Fim de tarde com leões, escrito a quatro mãos com P. W. Guzman. Trata-se da troca de cartas de um casal após a perda do filho adolescente e o fim do relacionamento. “Guzman é um homem de difícil acesso: reservado por natureza, recolhido e de poucos amigos por escolha”, escreve Paula no prefácio do romance. O coautor prefere ficar oculto, por isso não divide a assinatura do livro.

A Geração conseguiu localizá-lo e, sob a promessa de não revelar seu endereço eletrônico a ninguém, o convenceu a escrever a orelha do romance. Modesto, Guzman justifica a ausência de sua assinatura no volume: “Como eu já havia dito à Paula, amiga que tão bem me conhece e entende, o livro é mais dela do que meu”. E acrescenta: “Aliás, é todo dela – foi Paula Fontenelle quem teve a ideia, foi ela quem escreveu o primeiro capítulo e me estimulou a entrar no jogo de cartas entre Lúcia e Pedro. Inteligente, arguta, viajada, ela sabe como ninguém domar leões”.

A obra apresenta uma inovação em seu processo criativo. Durante longos meses, Paula e Guzman escreveram o romance em cartas imaginárias de Lúcia e Pedro em busca de “uma história densa, comovente e, ao mesmo tempo, divertida e de valor”, como afirma a autora no prefácio. Mas em nenhum momento eles planejaram a trama, ao contrário, a surpresa fez parte do processo, já que nenhum sabia como a história se desenvolveria na carta seguinte. Paula se lembra de alguns sustos. “Quando escrevi logo no início sobre a perda de um filho, pensei num aborto espontâneo. Na carta seguinte, ele relembra o acidente de um jovem de catorze anos e me culpa por tê-lo deixado dirigir. Fiquei um bom tempo atônita até encontrar uma continuidade para esse enredo. E foi assim até o final”, lembra.

Na troca de cartas após a separação, Lúcia e Pedro relembram altos e baixos do relacionamento e falam da vida atual difícil, com mudanças no cotidiano dos dois e uma saudade dolorosa. Ela é uma fotógrafa de renome de agências de modelos que fica desempregada (chega a fazer fotos pornôs, que prefere não assinar); ele, um funcionário público (e talvez espião: sempre troca de passaporte) em missões misteriosas pelo mundo afora, principalmente na África. Lúcia tem um temperamento inconstante e neurótico, é uma mulher de emoções intensas. Pedro se mostra um homem de caráter no mínimo questionável, mas sua paixão por Lúcia traz à tona sentimentos carinhosos e ocultos.

As cartas se tornam íntimas (“É excitante me lembrar de seu olhar desejoso, da sua pressa intumescida e ardente que eu controlava ao limite! Saudades!”). Lúcia tenta o reatamento (“Ando renascendo. Para você”); Pedro nota nas cartas da ex-mulher “uma melodia de sereia cujos versos são de convite e tentação”, mas, envolvido em aventuras, se esquiva. Como afirma o coautor na orelha de Fim de tarde com leões, não se deve revelar muito da história para não privar o leitor de suas descobertas. “Devo confessar ainda que li com emoção contida – sou duro na queda – o texto de apresentação da autora, que foi tão generosa nos adjetivos sobre mim”, escreve Guzman. “Também me surpreendi com o resultado do trabalho de mais de um ano, sobretudo com a guinada, de estilo e gênero literário, no final da história”, acrescenta.

O coautor observa ainda que a personagem Lúcia tem alguma coisa de Paula Fontenelle e que Pedro possui traços da personalidade dele, Guzman, que ele só notou quando leu o livro por inteiro. “Juro que não foi nada proposital, pelo menos da minha parte”, escreve.

As cartas do casal fictício oscilam entre “um amor vestido de angústia e ornado de esperanças” e “a nudez pura e simples do ódio”. Lúcia e Pedro não falam somente sobre eles (“a paixão que nunca nos deixou esquecer um do outro”), mas também sobre política internacional (principalmente os segredos dos bastidores), trabalho (e suas injustiças), jovens “pós-modernidade: pais ausentes, excesso de liberdade e pouca orientação para a vida”, como escreve Lúcia, e ainda sobre sofrimento e sonhos reais ou impossíveis. Em linguagem simples, do dia a dia, Fim de tarde com leões é um romance que vai inquietar e fazer pensar casais unidos ou separados.

Sobre a autora

Natural do Recife, a jornalista Paula Fontenelle publicou pela Geração o livro de reportagem Suicídio – o futuro interrompido, que ficou entre os finalistas do Prêmio Jabuti de 2009. É autora também de Iraque – a guerra pelas mentes. O romance Fim de tarde com leões é seu primeiro livro de ficção.

Leia entrevista com a autora

Depois de publicar dois livros de reportagens com se sente lançando o seu primeiro romance?
Particularmente feliz porque nunca tinha pensado nessa possibilidade de escrever ficção. Como jornalista, tinha uma cabeça voltada para obras de reportagem com muita pesquisa, entrevistas, apuração cuidadosa de dados. Romance? Nem pensar! De repente surgiu essa ideia de escrever a quatro mãos e senti um desejo imenso de dar prosseguimento a esse projeto. Hoje, olho para o livro e ainda é difícil de acreditar, certamente uma conquista inesperada até para mim.

 De onde surgiu a ideia do Fim de tarde com leões? Alguma experiência pessoal?
Aconteceu em 2007, de repente me surgiu a ideia de criar um livro de ficção de uma forma inovadora, a quatro mãos e às cegas, ou seja, nós nunca conversaríamos sobre o andamento da história, cada um criaria sua parte, surpreendendo o outro e estimulando a criatividade ao máximo. Precisei apenas decidir quem convidaria para ser o coautor, teria que confiar muito na pessoa, em seu comprometimento com a obra, alguém que escrevesse muito bem e que fosse criativo.

Como conheceu P. W. Guzman? Quem é ele?
Deixo claro no prefácio do livro que a segunda pergunta nunca será respondida. Guzman (pseudônimo escolhido por ele), é um amigo querido de longas datas, sempre sonhei em nós criarmos algo juntos, então, quando surgiu essa ideia, sabia que teria que ser ele o parceiro para o livro. Desde o começo, me pediu para permanecer anônimo, algo que respeitarei sempre porque é o mínimo de retribuição por ter mergulhado nesse sonho comigo.
Guzman teve uma atitude de desprendimento enorme no final da obra. Ele me deu o livro de presente dizendo que só havia participado porque era comigo, mas que nem queria aparecer, tampouco participar dos direitos autorais. Como poderia trair sua confiança e revelar seu nome depois de tantas demonstrações de lealdade?

Quando decidiu convidá-lo a escrever a história com você? Por quê?
Sempre quis escrever o livro com ele, mas não sabia se toparia. Guzman tem uma vida louca, viaja muito, às vezes passamos meses sem notícias um do outro. De repente, um dia estávamos jantando em São Paulo e propus a ideia, ele topou na hora e com brilho nos olhos. Começamos imediatamente, na mesma semana já havíamos escrito duas cartas.
Queria o Guzman primeiro porque temos uma relação antiga, já passamos por muitos momentos juntos, acompanhamos a vida um do outro, mesmo que à distância, com muito carinho. Segundo, porque sou apaixonada por seus textos, ele escreve super bem, temos uma intensidade emocional parecida, acreditava que isso seria rico para a construção de um enredo denso e interessante.

E a escolha do gênero epistolar? Foi ideia sua ou dele?
O livro sempre foi criado para ser escrito por meio de cartas, nunca houve outro modelo. A ideia básica era: duas pessoas criariam a história carta a carta, texto a texto, surpreendendo. Vou te dar uma ideia. Logo no início questionei se o marido responderia ou não minha tentativa de reencontra-lo usando como justificativa da dúvida a “perda de nosso filho”. Quando escrevi, tinha em mente que essa perda seria um aborto espontâneo. Pois bem, na carta seguinte ele respondeu relembrando o acidente de carro de um filho com 14 anos! Fiquei olhando para aquilo e pensando: o que faço com isso? Essa surpresa se repetiu em cada texto e para os dois. Até os nomes dos personagens demoraram para aparecer, você verá isso no livro. Nem isso a gente combinou, aí, um certo dia recebo carta com os dois nomes, ele havia resolvido o impasse.

Como foi o processo para escrever o livro? Em quanto tempo escreveram?
A única regra que estabelecemos foi em relação ao tempo que levaríamos para finalizar a história. Seria um ano completo com pelo menos duas cartas de cada por semana, assim garantíamos uma quantidade consistente de textos.

Por que Guzman preferiu ficar oculto? Ele é alguém famoso?
Lá vem você de novo pescando o nome do coautor. Famoso? Sim, mas não acredito que essa tenha sido sua motivação em ficar oculto, tem mais a ver com seu jeito de ser. Mesmo sendo bastante conhecido em sua área de atuação, Guzman é tímido e recluso, sempre foi, sempre será.

A personagem Lúcia tem alguma coisa de Paula Fontenelle? E Pedro? Há traços da personalidade de Guzman, na sua opinião?
Claro! Ficção sempre tem pedaços da realidade e acho difícil criar um personagem sem características autobiográficas. Guzman brinca muito comigo sobre isso, ele diz que Lúcia tem muito do que eu escondo em meu temperamento. Sou uma pessoa bastante tranquila, curto a moderação, mas invejo os excessos da Lúcia, então acho que botei para fora alguns desejos que permanecem em silêncio. Quanto ao Pedro, também enxergo nele pedaços do Guzman, principalmente no que diz respeito à inteligência e à capacidade de externar suas paixões. Guzman também é muito carinhoso, como Pedro, e não pensa duas vezes antes de expressar suas emoções. Vive intensamente.

No momento está escrevendo algum outro livro?
É engraçado você perguntar isso porque passo agora por um momento que se repete toda vez que lanço um livro. Ao terminar, acho que nunca escreverei outro e entro em uma espécie de vazio criativo. Aí, do nada, vem uma ideia, eu me apaixono por ela e lá vou eu novamente começar do zero. Foi assim com os outros também. Talvez agora eu me sinta segura em dar andamento a uma vontade antiga, que veio logo depois que escrevi Iraque: a guerra pelas mentes. A de escrever um livro infantil, tenho até a protagonista relativamente bem construída. Veremos.


13 de dezembro de 2012

Missoni Home inaugura primeira loja no Rio de Janeiro




Poeta da seca: centenário de Gonzagão comemorado no CCBB Rio


Foto: Mário Luiz Thompson. mpbnet.com.br
    Virtuoses a serviço do rei do baião
    Dias 13 e 15 de dezembro
     
    A preços populares, shows no CCBB-RJ focam o lado instrumentista de Luiz Gonzaga e reúnem os maiores sanfoneiros da nova geração no Brasil: Bebê Kramer, Kiko Horta e Marcelo Caldi
     
    Com shows a preços populares, os sanfoneiros Bebê Kramer, Kiko Horta e Marcelo Caldi – incluídos entre os melhores instrumentistas da nova geração brasileira – celebram o centenário de nascimento de Gonzagão nos dias 13 e 15 de dezembro (quinta e sábado), no Teatro III do Centro Cultural Banco do Brasil no Rio de Janeiro (CCBB-RJ), a partir das 19h (ingressos: R$ 6 a inteira e R$ 3 a meia).

    A mostra tem foco no lado virtuosístico do gênio da sanfona que reinventou o sertão, com o resgate de um repertório instrumental dos anos 1940, marcado por choros, valsas, mazurcas... um material que começa a ser revisitado pela trinca dos jovens instrumentistas do fole, cada qual com uma abordagem própria das músicas – e todos unânimes na reverência a Luiz Gonzaga como precursor da grande escola de sanfona existente no Brasil até os dias de hoje. 
    A mostra ainda inclui um bate-papo sobre a vida e a obra do rei do baião, com os escritores Jonas Vieira e Simon Khoury, autores do livro “Gonzagão e Gonzaguinha: encontros e desencontros”. O encontro está marcado para quinta, 13, às 19h, antes da apresentação do Duo Kiko Horta e Bebê Kramer.
     
    Programação:
     
    Bebê Kramer e Kiko Horta se apresentam juntos no dia 13/12 (quinta), a data do centenário de nascimento do rei, às 20h – dia em que o choro “13 de dezembro” (parceria de Luiz Gonzaga com Zé Dantas) será ouvido com um sabor especial. O Duo investe no lado autoral (Kiko aproveita para homenagear outro grande mestre da sanfona, Sivuca, com “Meu cumpádi Sivuca”) e, claro, entoa sucessos de Gonzaga como “Asa branca” e “Qui nem jiló”. Participação especial do violonista Luís Filipe de Lima.
     
    Marcelo Caldi, por sua vez, lança o disco e o livro de partituras “Tem sanfona no choro” (parceria Funarte e Instituto Moreira Salles), outra homenagem ao Gonzagão instrumentista, com a interpretação de peças como “Véspera de São João”, “Aquele chorinho” e “Sanfonando”, entre outros. O show tem a participação de Fábio Luna (percussão e flauta), Luís Barcelos (bandolim) e Nando Duarte (violão de sete cordas).
     
    O show “Tem Sanfona no Choro” será aberto por um coral de vozes entoando os três arranjos para temas gonzagueanos vencedores do concurso Brasil Vocal CCBB 2012: “Xamego” (arranjo de Edvan Rodrigues Moraes Junior), “Relógio baião” (de Marcelo de Souza Saboya Barros) e “Xote dos cabeludos” (de Guilherme Héus). Os cantores são Laura Lagub, Beth Dau (sopranos), Nayana Torres, Eliza Lacerda (mezosopranos), Karla Boechat (contralto), Marcelo Rezende, André Protasio (tenores), Leandro Vasques, Symô (baixos) e Fabiano Salek (percussão vocal).

    De 13 e 15 de dezembro (quinta e sábado)
    Teatro III
    19h
    ingressos: R$ 6 a inteira e R$ 3 a meia.

    12 de dezembro de 2012

    Decore o condomínio para o Natal com economia e segurança

    Decore o condomínio para o Natal com economia e segurança:
    Da Redação do Condoworks. ""Um dos feriados mais festejados do ano está chegando. O Natal reúne a família e sempre traz a beleza dos enfeites natalinos aos prédios e condomínios. Porém, o orçamento no final de ano é apertado e a decoração não é barata. Por isso, para que você deixe o local bonito sem gastar muito, separamos algumas dicas".
    https://condoworks.com.br/noticias/id/34188/decore-o-condominio-para-o-natal-com-economia-e-seguranca

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    SEM STRESS: PRESENTES DE NATAL SEM SAIR DE CASA

    A sugestão vem de São Paulo:
    Escolher o presente com calma e evitar filas na hora de pagar é o sonho de qualquer pessoa em época de Natal. Se não precisar trocar, melhor ainda! Essa é a proposta do  Dali Casa -  um espaço virtual que oferece aos seus visitantes ambientes inteiramente decorados, pela designer de interiores Liana Martinelli ,com criatividade, design e inovação, onde é possível comprar móveis e objetos de uma maneira fácil, rápida e prática.




     O site oferece ideias de ambientações com diferentes estilos, ângulos e layout de salas, quartos e jardins, fazendo com que o cliente identifique-se com cada um dos elementos lá dispostos, entre bancos, pufes, cabeceiras, cadeiras, criados mudos, cômodas, gaveteiros e isso faz com que a compra seja certeira, pois o cliente consegue ver exatamente como a peça vai ficar na casa do presenteado.


    Além de mobiliários, o Dali Casa possui uma vasta opção de acessórios, tais como bandejas, almofadas, objetos decorativos, espelhos, luminárias, porta-retratos, quadros, fotografias e artigos de banho. Com diversas opções de objetos e utensílios, o portal traz como novidade o linkPresentes Criativos.

    Liana Martineli

        Formada pela Escola Panamericana de Arte e Design, a designer de interiores se destaca pelo olhar e sensibilidade em detalhes que resultam em ambientes vivos, com mistura de elementos, cores, texturas e propostas. O expertise não veio desde cedo, como parece, e sim pela vocação descoberta depois de anos trabalhando nas mais variadas áreas administrativa e financeira. “Enquanto os meus amigos liam as colunas de economia, mercado e negócios, eu estava entretida nas revistas de decoração, arquitetura e design. Esse foi um dos sinais que fez eu perceber que alguma coisa estava errada”, brinca Liana.
        Sem saber, depois de muito trabalhar em grandes empresas do segmento e da formação em administração com ênfase em marketing (FAAP – SP) e concluir o MBA em marketing e vendas (Fundação Getúlio Vargas – SP), a designer de interiores foi trabalhar com o pai no segmento de logística.  Foi assim que conquistou todo o know-how necessário em logística para criar a Dali Casa anos mais tarde.


    Dali Casa
    (11) 5181-5141
    Rua Capitão Otávio Machado, 884 – Chácara Santo Antônio


    8 de dezembro de 2012

    “O Percurso do Olhar” reúne quatro artistas em livro e exposição


    Neste domingo,  dia 09 de dezembro, às 11h da manhã será lançado na Galeria de Arte Solar do Rosário, em Curitiba, o livro intitulado “O Percurso do Olhar” com exposição das obras de 4 grandes artistas paranaenses, Claudia de Lara, Dani Henning, Sandra Bonet e Sandra Hiromoto.

    Esse livro mostra a trajetória e pesquisa do trabalho dessas artistas com imagens de suas obras que revelam a beleza e a consistência de suas carreiras.

    Com texto do Professor e Crítico de Arte Fernando Bini, ele inicia seu texto com uma merecida comparação “Por serem quatro artistas, remeteram meus pensamentos à Tetralogia do compositor alemão Richard Wagner, pois a relação que elas quatro sugerem é sempre entre a profundidade e a superfície, o espetáculo e a simplicidade.”

    Ainda falando sobre as artistas e suas obras Regina Casillo, Proprietária do Solar do Rosário escreve “A exposição e o livro “O Percurso do Olhar” trazem quatro artistas jovens, genuinamente envolvidas com as artes plásticas: Claudia de Lara, Daniele Henning, Sandra Bonet e Sandra Hiromoto. Representam os novos talentos de hoje. São profissionais dispostas a construir carreiras sólidas. Além da vocação e da criatividade, apresentam um dado a mais em suas rotas: persistência e dedicação. Apesar de terem universos de referências próprios, resultado das vivências de cada uma, as quatro pintoras travam diálogos entre si. A convivência harmônica e a honestidade singular de cada uma nas criações artísticas motivam o espectador e o levam a um envolvimento interessante e raro em mostras coletivas.”

    Serviço:
    Lançamento do livro “O Percurso do Olhar” e exposição das Obras das artistas Claudia de Lara, Dani Henning, Sandra Bonet e Sandra Hiromoto.
    Data: 09 de dezembro de 2012, domingo às 11horas da manhã
    Local: Galeria de Arte Solar do Rosário – Rua Duque de Caxias, 04, Centro Histórico, Curitiba – PR
    A exposição permanecerá  até o dia 31 de janeiro de 2013.

    5 de dezembro de 2012

    G1 - Veja repercussão internacional da morte do arquiteto Oscar Niemeyer - notícias em Pop & Arte



    G1 - Veja repercussão internacional da morte do arquiteto Oscar Niemeyer - notícias em Pop & Arte:

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    Adeus ao arquiteto das curvas, Oscar Niemeyer

    Morreu há pouco no Rio de Janeiro o arquiteto Oscar Niemeyer, aos 104 anos.

    Não é o ângulo reto que me atrai, nem a linha reta, dura, inflexível, criada pelo homem. O que me atrai é a curva livre e sensual, a curva que encontro nas montanhas do meu país, no curso sinuoso dos seus rios, nas ondas do mar, no corpo da mulher preferida. De curvas é feito todo o universo, o universo curvo de Einstein.” Oscar Niemeyer


    Gautherot, Marcel 
    Palácio da Alvorada (Brasília, DF) , ca. 1960
    matriz-negativo
    Acervo Instituto Moreira Salles
    Reprodução fotográfica Romulo Fialdini/Itaú Cultural

    Museu de Arte Contemporânea de Niterói

    Texto da Enciclopédia Itaú Cultural de Artes Visuais


    Oscar Niemeyer: o Arquiteto do Século - Encontros, 2000 - Itaú Cultural
    Biografia
    Oscar Niemeyer Soares Filho (Rio de Janeiro RJ 1907). Arquiteto e urbanista. Forma-se em arquitetura pela Escola Nacional de Belas Artes - Enba, no Rio de Janeiro, em 1934. Nesse ano, passa a freqüentar o escritório do arquiteto e urbanista Lucio Costa (1902 - 1998). Em 1936, integra a comissão criada para definir os planos da sede do Ministério da Educação e Saúde, no Rio de Janeiro, com a supervisão do arquiteto suíço Le Corbusier (1887 - 1965), a quem assiste, como desenhista. Baseado no projeto do arquiteto, Niemeyer sugere alterações que são adotadas na construção do edifício. Entre 1940 e 1944, projeta, por encomenda do então prefeito de Belo Horizonte, Juscelino Kubitschek (1902 - 1976), o conjunto arquitetônico da Pampulha, que se configura como um marco de sua obra, pois rompe com os conceitos rigorosos do funcionalismo e utiliza uma linguagem de formas novas, de superfícies curvas, explorando as possibilidades plásticas do concreto armado. Em 1947, é convidado pela Organização das Nações Unidas - ONU a participar da comissão de arquitetos encarregada de definir os planos de sua futura sede em Nova York. Seu projeto, associado ao de Le Corbusier, é escolhido como base do plano definitivo. No Rio de Janeiro, em 1955, funda a revista Móduloe no ano seguinte começa, a convite do presidente da República, Juscelino Kubitschek, a colaborar na construção da nova capital do Brasil, Brasília, cujo plano urbanístico é confiado a Lucio Costa. Em 1958, é nomeado arquiteto-chefe de Brasília, para onde se transfere e permanece até 1960. Entre os projetos mais importantes de Niemeyer destacam-se o Parque Ibirapuera, São Paulo, 1951; a sede do Partido Comunista Francês, Paris, 1965; a Escola de Arquitetura de Argel, Argélia, 1968; a sede da Editora Mondadori, Milão, Itália, 1968 e a sede do jornal L'Humanité, Saint-Denis, França, 1987.
    Comentário Crítico
    Oscar Niemeyer é o arquiteto moderno brasileiro de maior renome internacional. Em 1929, matricula-se no curso de arquitetura da Escola Nacional de Belas Artes - Enba. Considera a formação insatisfatória. Ao se formar, em 1934, procura Lucio Costa (1902 - 1998) e Carlos Leão (1906 - 1983), com quem faz estágio. Naquele escritório, aprende os fundamentos da arquitetura moderna e toma gosto pelas construções coloniais luso-brasileiras. Para Niemeyer, Costa é seu principal mestre. Diz ser "devedor de sua orientação arquitetônica, de suas relações com a técnica e a tradição brasileiras e, principalmente, do exemplo de correção e ideal que oferece, a todos que dele se acercam".1
    Em 1935, o estúdio de Costa e Leão é fechado. Niemeyer passa a trabalhar no Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - SPHAN. Em 1936, por indicação de Lucio Costa, é chamado para acompanhar, como desenhista, o arquiteto franco-suíço Le Corbusier (1887 - 1965) no Rio de Janeiro. O mestre europeu vem ao país para realizar a primeira Cidade Universitária do Brasil, a pedido do Ministério da Educação. Na época, suas idéias já têm considerável influência sobre os arquitetos modernos do Rio de Janeiro. Segundo Lucio Costa, os escritos de Corbusier são "o livro sagrado da arquitetura moderna brasileira".Niemeyer convive intensamente com Le Corbusier. Absorve o seu rigor formal e a liberdade do seu desenho. Interessa-se por sua concisão arquitetônica e pela idéia do edifício como uma unidade escultural. Apesar do empenho, o projeto para a Cidade Universitária é rejeitado. Le Corbusier, no entanto, também esboça um edifício para o futuro Ministério da Educação e Saúde, que é aprovado como modelo do prédio a ser construído no centro do Rio de Janeiro a partir de 1936. O grupo de arquitetos, composto por Affonso Eduardo Reidy (1909 - 1964), Carlos Leão, Ernani Vasconcelos (1912 - 1989), Jorge Machado Moreira (1904 - 1992), Lucio Costa e Oscar Niemeyer, é chamado para a construção e adaptação do projeto. Niemeyer propõe mudanças importantes para a obra. Sugere o prolongamento dos pilotis, a substituição das janelas por brise soleil e a troca do teto por um terraço-jardim. As modificações são acatadas, compondo um dos primeiros marcos da arquitetura moderna no país.
    Durante a construção do prédio do Ministério, Niemeyer realiza seus primeiros trabalhos. Em 1937, faz a primeira obra individual: a creche Obra do Berço. Dois anos depois é convidado por Lucio Costa para auxiliá-lo no projeto do Pavilhão Brasileiro na Feira Internacional de Nova York. Na obra, o ondulado do mezanino, entre as colunas, já insinua a predominância da curva na arquitetura de Niemeyer. Em 1940, a convite do prefeito de Belo Horizonte, Juscelino Kubitscheck (1902 - 1976), projeta um conjunto de construções sofisticadas para o bairro da Pampulha. Faz a Casa do Baile, o Iate Clube, a Igreja de São Francisco e o Cassino. Para ele, a Pampulha é o "começo de sua vida de arquiteto".É onde rompe com a ortodoxia do funcionalismo e a monotonia das estruturas retilíneas, em nome de formas livres, curvas e sensuais. Assim, "se o prédio do Ministério, projetado por Le Corbusier, constituiu a base do movimento moderno no Brasil, é à Pampulha que devemos o início de nossa arquitetura voltada para a forma livre e criadora (...)".Na realização da Pampulha, Niemeyer conta com a importante colaboração do engenheiro Joaquim Cardozo (1897 - 1978) e do paisagistaBurle Marx (1909 - 1994).
    Em 1945, a militância de Niemeyer no Partido Comunista Brasileiro - PCB toma boa parte de seu tempo. Dois anos mais tarde, é convidado para participar da comissão, dirigida pelo arquiteto Wallace Harrison, que desenha a futura sede da Organização as Nações Unidas - ONU. O projeto, junto com o de seu mestre Le Corbusier, é escolhido como base do conjunto.Apesar da perseguição política, Niemeyer consolida seu prestígio. Em 1949, é nomeado membro da American Academy of Arts and Sciences. No início da década de 1950, o debate crítico em torno da obra de Niemeyer se intensifica. O arquiteto greco-americano Stamo Papadaki publica a primeira monografia sobre a obra do arquiteto carioca, em 1950.Três anos mais tarde, importantes arquitetos analisam seus projetos: Walter Gropius (1883 - 1969) e Max Bill (1908 - 1994). O último o ataca violentamente; critica, sobretudo, a dissociação entre forma e função.7
    No mesmo ano, Niemeyer é convidado por Ciccilo Matarazzo (1898 - 1977) para construir o complexo do Ibirapuera, em São Paulo. O concreto armado já é o mais importante material que utiliza, por aceitar as formas leves e ousadas do arquiteto. Os vãos desses prédios tornam-se ainda mais largos e as colunas, mais estreitas; os pontos de apoio são delicados; o conjunto tem um aspecto leve e curvilíneo. No entanto, durante a construção, o projeto é bastante modificado, incomodando o arquiteto. Em 1956, Juscelino Kubitscheck, já presidente da República, convida Niemeyer para projetar os prédios públicos de Brasília, futura capital do Brasil. Inicia o projeto um ano depois. De acordo com o arquiteto, os edifícios de Brasília são uma tomada de posição contra os limites do funcionalismo e o envelhecimento de algumas fórmulas da arquitetura moderna. Sua "preocupação fundamental consiste em conceber um elemento novo e diferente, que não copiasse os modelos habituais nos quais a arquitetura moderna se atola, mas que suscitasse um sentimento de surpresa e emoção (...) Só a sua beleza plástica nos comove, verdadeira mensagem permanente de graça e poesia".Em 1958, Niemeyer é nomeado arquiteto-chefe da construção de Brasília. Fecha seu escritório e parte para o Planalto Central. A cidade é inaugurada em 1960. Os prédios causam admiração. O escritor André Malraux diz que as colunas do Palácio da Alvorada "são o evento arquitetônico mais importante desde as colunas gregas".Le Corbusier acha Brasília "magnífica de invenções, de coragem e de otimismo".10
    A partir dos anos 1960, realiza projetos em Beirute, Paris, Tel Aviv e Argel. Está em Portugal quando fica sabendo do golpe militar de 1964. Ao voltar ao país, sofre perseguições constantes da ditadura militar. Muitos de seus projetos são interrompidos. A violência faz o arquiteto voltar a sua carreira para o exterior, onde obtém muito êxito. Em 1965, o Museu de Artes Decorativas do Louvre expõe seus projetos. Dois anos depois, é convidado para projetar a nova sede da Editora Arnaldo Mondadori nos arredores de Milão. Niemeyer atende ao pedido do proprietário, Giorgio Mondadori, e cria um conjunto monumental. A obra é centrada em um longo edifício de vidro e aço "envolvido por um sistema de grandiosos arcos de concreto com vãos de larguras diversas que dão ritmo à fachada".11 Em 1968 realiza ambicioso projeto para a Universidade Constantine, na Argélia, que custa a ser terminado. Trabalha muito na Europa. Seu prestígio é tanto, que, em 1974, o filósofo e sociólogo francês Raymond Aron (1905 - 1983) propõe sua entrada no Collège de France.
    No início dos anos 1980 realiza importantes obras públicas. A Casa da Cultura de Le Havre é inaugurada em 1982, na França. O conjunto é uma das obras mais escultóricas de Niemeyer. Sobre um amplo terreno, o arquiteto relaciona plasticamente grandes edifícios. No ano seguinte, o governador do Rio de Janeiro, Leonel Brizola, o convida para criar a Passarela do Samba. A obra integra o sambódromo a um centro cultural, educacional e esportivo. Um de seus últimos trabalhos, o Memorial da América Latina, feito entre 1988 e 1989, em São Paulo, já não tem a mesma força dos projetos anteriores. Em 1991, desenha o Museu de Arte Contemporânea de Niterói - MAC-Niterói,  construído às margens da baía de Guanabara. Em 1997, ao completar 90 anos, recebe homenagens em todo país.
    Notas
    1 SODRÉ, Nélson Werneck. Oscar Niemeyer. Rio de Janeiro: Edições Graal, 1978.  p. 26-27.
    2 PEDROSA, Mário. A Arquitetura moderna no Brasil. In: XAVIER, Alberto (org.). Depoimento de uma geração: arquitetura moderna brasileira. São Paulo: Cosac & Naify, 2003. p. 99.
    3 NIEMEYER, Oscar. As Curvas do Tempo: memórias. Rio de Janeiro: Revan, 2000. p. 94.
    4 ______. A forma na Arquitetura. In: XAVIER, Alberto (org.). Depoimento de uma geração: arquitetura moderna brasileira. São Paulo: Cosac & Naify, 2003. p. 143. [Texto publicado originalmente em 1978].
    5 Cf. Jean Petit. In: PETIT, Jean. Niemeyer: poeta na arquitetura. S.l.: Fidia Edizione d'Arte, c1995. p. 26.
    6 PAPADAKI, Stamo. The works of Oscar Niemeyer. New York: Reinhold, 1950.
    7 BILL, Max. O arquiteto, a arquitetura, a sociedade. In: XAVIER, Alberto (org.).Depoimento de uma geração: arquitetura moderna brasileira. São Paulo: Cosac & Naify, 2003. p.158-163. [Palestra realizada na FAU/USP em 1953].
    Em 1954, Max Bill publica o artigo Report of Brazil em um número especial da revista Architetural Review. No texto, centra fogo no projeto do Ibirapuera, que considera vir "de um espírito desprovido de decência e responsabilidade com as necessidades humanas". In: PETIT, Jean. Niemeyer: poeta na arquitetura. S.l.: Fidia Edizione d'Arte, c1995. p. 27.
    8 Niemeyer In: PETIT, Jean. Niemeyer: poeta na arquitetura. S.l.: Fidia Edizione d'Arte, c1995. p. 28.
    9 Idem, ibidem. p. 29.
    10 Ibidem, p. 31.
    11 Cf. PUPPI, Lionelllo. PUPPI, Lionello. A Arquitetura de Oscar Niemeyer. Rio de Janeiro: Revan, 1988. p.116.


    Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba (PR)





    Pampulha, em Belo Horizonte (MG)


    Compartilho pela causa do Instituto Paz no Trânsito


    Leia o projeto no link:

    Mensagem enviada por Christiane Souza Yared:
    "Devido a tragédia que matou meu filho encaramos um grande desafio: lançar o Instituto Paz no Trânsito com o objetivo de trabalhar com ações efetivas que possam criar a tão desejada mudança de comportamento àqueles que dirigem de respeito as leis e amor a vida. No site do IPTRAN que está em fase final de construção, teremos o Portal da Transparência que apresentará todas as despesas. Interessados em colaborar, por favor entrem com contato com o Instituto Paz no Trânsito no telefone: (41) 3022-0618. Logo abaixo os projetos que estão mudando os hábitos dos brasileiros".





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    4 de dezembro de 2012

    Vem de Vitória: O estilo contemporâneo e minimalista do escritório da arquiteta Vivian Coser

     “Arte é muito importante em um projeto. Valoriza uma obra com toque todo especial. Prefiro aquelas com cores quentes, pois gosto de utilizar bases em tons neutros e por elas aquecerem o ambiente”: Vivian Coser

     VCS Projetos está localizado em Vitória no Espírito Santo e possui trabalhos de arquitetura e decoração para imóveis residenciais e comerciais, além de grandes empreendimentos, loteamentos e obras urbanísticas, espalhados em vários estados brasileiros como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Espírito Santo.


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    Badger Hentz 03 - Foto Sagrilo.Baixa.JPG
    Jd. Botanico
    Residência Ilha do Boi

    Comandado pela arquiteta, urbanista e designer de interiores Vivian Coser, o escritório VCS Projetos, localizado em Vitória, no ES, possui trabalhos de arquitetura e decoração para imóveis residenciais e comerciais, além de grandes empreendimentos, loteamentos e obras urbanísticas, espalhados em vários estados brasileiros como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Espírito Santo.

    Embasada na experiência profissional de Vivian Coser, as obras do escritório apresentam estilo contemporâneo e minimalista alicerçados no estilo funcional e atemporal. Soluções tecnológicas e sustentáveis também estão sempre presentes.

            Vivian se formou em 2004, em Vitória-ES e tem curso de extensão Interior and Shop Design no conceituado Instituto Europeo de Design, em Milão-Itália. Em seguida, cursou o mestrado também em projetos comerciais na Universidade Presbiteriana Mackenzie. Com menos de 30 anos já apresenta prêmios de decoração no seu currículo como Lyptus 2010, Officina (2010, 2011 e 2012), Art et Décor 2010, Stampa (2011 e 2012) e o Prêmio Luxaflex por Hunter Douglas, Categoria Top Talent em 2011. Esteve por dois anos consecutivos na Casa Cor-Vitória com ambientes que se destacaram pela beleza e criatividade nos materiais escolhidos.

    A aposta nos clássicos do design também caracteriza suas criações. Sergio Rodrigues, Philippe Starck, Patricia Urquiola, Jean-Marie Massaud e Antonio Citterio são nomes sempre lembrados pela arquiteta. As obras de arte também são sempre bem-vindas. “Arte é muito importante em um projeto. Valoriza uma obra com toque todo especial. Prefiro aquelas com cores quentes, pois gosto de utilizar bases em tons neutros e por elas aquecerem o ambiente”, conta.

    Outro fator determinante no trabalho de Vivian é a sustentabilidade, pois sabe da importância de racionamento de água, utilização da madeira certificada sustentável Lyptus e de madeiras de reflorestamento.


                              Projeto na Praia do Canto

    Vivian Coser
    R. Chapot Presvot, 149 – Praia do Canto – Vitória-ES
    Tel.: (27) 3224-0391