14 de dezembro de 2012

Depois do apocalipse: Mostra coletiva "Pós-Fim do Mundo"


Vem de Trancoso, na Bahia: Galeria Fulô apresenta coletiva com obras pós-apocalípticas


ChicoBaldini
 A mostra reúne desenhos, colagens, pinturas e esculturas, além de performances dos artistas Amber Joy Rava, Carlito Dalceggio, Chico Baldini, Flammarion Vieira, Milena Liberman, Nádia Taquary, Roger Regner e Sumitra Dhyan
Flammarion Vieira

Galeria Fulô - mostra coletiva Pós-Fim do Mundo - Trancoso/BAVVe  vvvvVvvvv       


Sumitra Dhyan

Roger Regner

A Galeria Fulô apresenta a mostra "Pós-Fim do Mundo", coletiva na qual
artistas brasileiros e estrangeiros exibem obras em suportes variados,
tendo como inspiração o tema apocalíptico, sempre em voga, principalmente no final de 2012, ano que muitos acreditam ser o derradeiro da vida na Terra, enquanto outros, mais otimistas, apostam numa nova era, de renovação e paz. Segundo a curadora da exposição, Fatima Jeker, “a escolha do tema designa e aponta aos artistas convidados a metafórica anunciação do fim dos tempos para reflexão, aceitação e conceitualização da arte diante da possibilidade do Fim. As diferentes obras vão provocar o público com a  polêmica do fim ou, para muitos, um recomeço diante das trágicas previsões  e a crença do homem no eterno, mesmo que o fim esteja anunciado”.


Milena Liberman
                                          

Em *Pós-Fim do Mundo*, são exibidos desenhos, colagens, pinturas e
esculturas, além de performances. Participam da coletiva os artistas Amber
Joy Rava, Carlito Dalceggio, Chico Baldini, Flammarion Vieira, Milena 
Liberman, Nádia Taquary, Roger Regner e Sumitra Dhyan. Um elemento comum no trabalho dos participantes é a forte presença do ser humano e de elementos da natureza, que ora se contrapõem e ora se fundem, num constante diálogo entre o homem e sua relação com o que o cerca.

Com suas pinturas multicoloridas, Carlito Dalceggio exibe uma arte cheia de
vida, com tonalidades e contrastes fortes e traços carregados de
intensidade. Através dessas telas, o artista expressa uma visão caótica do
belo.

Em seus desenhos, Chico Baldini busca uma linguagem universal através da
utilização de seres que são símbolos em praticamente todas as culturas:
pássaros, flores, figuras antropozoomórficas, estrelas, corujas, touros,
gamos, cavalos. Neles, o artista materializa possíveis expectativas sobre
um início de um novo mundo e traduz angústias, anseios e esperanças.

Flammarion Vieira, por sua vez, desenvolve assemblages, nas quais é notável
a justaposição de homem e animal através da colagem de elementos diversos,
tais como fotografias, ilustrações, objetos que reproduzem a anatomia
humana, chapas de raio X e penas, por exemplo, convergindo ciência e
misticismo, e dando origem a seres e cenas de uma nova mitologia.

Milena Liberman apresenta esculturas em forma de colares e pendentes, que
podem ser instaladas na parede ou dispostas sobre bancadas ou no chão.
Nesses trabalhos predomina o contraste de materiais, como porcelana,
chumbo, corais e pedras brutas. A forma circular dos colares remete ao
infinito, enquanto os materiais que os constituem propõem uma construção,
um movimento para adiante, aliando natureza e atividade humana.

Nádia Taquary expõe trabalho similar, com referências e materiais coletados
na África, berço da humanidade. Suas joias-esculturas são inspiradas nas
joias utilizadas pelas escravas no período colonial. Nelas, a artista
mistura ouro, prata, cobre, madeira, pedraria e cristais em figas, pencas
de balangandans e amuletos. Em suas obras é recontextualizada a riqueza
cultural e estética para a valorização da ancestralidade cultural.

Para a exposição, Roger Regner criou trabalhos em técnica mista: um painel
formado por nove quadros, produzidos em três camadas de material, gerando
efeitos de movimento e ilusão de óptica, e um tríptico. Nessas obras os
elementos centrais são desenhos de rostos focados na região dos olhos, que
criam uma desidentificação de indivíduo e sugerem uma renúncia ao
egocentrismo.

A escultora Sumitra Dhyan traz à mostra reflexões e sensações ao resgatar
mitos e reinterpretar o inconsciente, desde remotas e variadas raízes até o
espaço vazio contemporâneo. A artista aborda em suas obras questões que
envolvem permanência, solidez e memória.

No dia da pré-abertura, *Pós-Fim do Mundo* contará ainda com performances
de Carlito Dalceggio e Amber Joy Rava. Carlito brinda os espectadores com
uma ação de live painting, produzindo, com ambas as mãos, obras diante de
seus olhos. Uma dessas obras, quando finalizada, passa a integrar a
exposição. Amber, por sua vez, apresenta a Dança do Fogo, inspirada no
elemento que representa a luz e a renovação. A performance da bailarina faz
alusão ao mito da fênix, num paralelo com o tema da exposição: a vida das
chamas e o renascimento pós-apocalíptico.
Serviço

Exposição: *Pós-Fim do Mundo* – Amber Joy Rava, Carlito Dalceggio, Chico
Baldini, Flammarion Vieira, Milena Liberman, Nádia Taquary, Roger Regner e
Sumitra Dhyan
Curadoria: *Fátima Jeker*
*Performance pré-abertura: 29 de dezembro de 2012, sábado, às 19h
Abertura: 02 de janeiro de 2013 - quarta-feira*
Período: 02 de janeiro a 28 de fevereiro de 2013
Local: *Galeria Fulô*
Praça São João, Quadrado - Trancoso, Bahia
Horário: todos os dias na alta temporada, das 17h30 às 23h

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