30 de janeiro de 2013

Leiam a crônica de Marcelo Canellas sobre a tragédia de Santa Maria




O Janeiro em que o Brasil me perdeu

"Como posso adormecer, se mal despertei para o mundo? Como posso abdicar, se não brinquei o suficiente, não amei o bastante, deixei incompleto o edifício da minha história? Eu não choro só por mim, e nem meu pranto cai sozinho. Minha cidade é hoje o Brasil em luto".


Por Marcelo Canellas (*)



Eu hoje tenho 20 anos e quero me divertir. Meus pais estão dormindo em casa e amanhã haveria um churrasco. Eu tenho a vida pela frente e quero mudar o mundo. Mas também quero namorar, dançar, rir, andar a esmo com amigos nas lombas íngremes da minha cidade. Eu sou feito da bafagem úmida da Serra Geral, dos morros que circundam a Boca do Monte, do eco metálico dos trilhos de outrora, da lembrança ancestral da Gare onde meus avós trabalhavam. Ainda que eu não tenha nascido aqui, eu tenho o viço púbere do futuro. Eu posso ter vindo das barrancas de Uruguaiana, das campinas de São Borja, das grotas de Santiago do Boqueirão, das videiras de Jaguari, de São Pedro do Sul, São Sepé, São Gabriel, Dom Pedrito, de cima da serra, não importa. Santa Maria sou eu, cidade cadinho, generosa e aldeã, que nos pariu a todos em seu útero colossal.


Eu sinto o afago do vento norte, eu vejo anciãs tomando mate na janela e cadeiras nas calçadas da Vila Belga em uma tarde quente de janeiro. Eu tenho o lastro interiorano de minha cidade, mas também as narinas abertas, os ouvidos atentos, os sentidos despertos para o que enxergo na face jovem de uma urbe sempre aberta ao novo, cosmopolita e inquieta, convidando-me para a festa da vida. Por isso celebro, brindo, bailo. Tenho o frescor do campus em meus modos, a avidez universitária do saber. Recebo, faceiro e agradecido, convite do conhecimento, as portas do desconhecido a me cortejar. Como eu não quereria viver? Então entro numa boate e não tenho mais voz, não tenho mais planos, não tenho saída.


Rogo a todos os que andaram sobre os paralelepípedos da Rio Branco para me salvar. Quero correr e suplicar socorro a quem me possa acudir. A bênção, Carlos Scliar. A bênção, Raul Bopp. A bênção, velho Cezimbra Jacques, meu Prado Veppo, a bênção Felippe d’Oliveira. Iberê Camargo, tu que estudaste no Liceu de Artes e Ofícios, ali bem perto de onde a primeira faísca espocou, a bênção. A bênção, todos os artistas e poetas da Boca do Monte. Precisamos de vocês para explicar o sentido do inexplicável. Vocês, que tiveram tempo para luzir, expliquem-nos: por que temos de findar?



Como posso adormecer, se mal despertei para o mundo? Como posso abdicar, se não brinquei o suficiente, não amei o bastante, deixei incompleto o edifício da minha história? Eu não choro só por mim, e nem meu pranto cai sozinho. Minha cidade é hoje o Brasil em luto. Minha juventude perdida é o meu país, perplexo e tonto, impotente a velar meu corpo. Santa Maria, rogai por nós.
(*) Jornalista Marcelo Canellas é repórter da Rede Globo. 
Texto publicado no jornal Zero Hora; Diário de Santa Maria, terra natal do autor e Diário Catarinense.
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24 de janeiro de 2013

Sampa, sempre


Alguma coisa acontece no meu coração
Que só quando cruza a Ipiranga e a avenida São João
É que quando eu cheguei por aqui eu nada entendi
Da dura poesia concreta de tuas esquinas
Da deselegância discreta de tuas meninas
http://www.adsinimages.com
Ainda não havia para mim Rita Lee
A tua mais completa tradução
Alguma coisa acontece no meu coração
Que só quando cruza a Ipiranga e a avenida São João
Quando eu te encarei frente a frente não vi o meu rosto
Chamei de mau gosto o que vi, de mau gosto, mau gosto
É que Narciso acha feio o que não é espelho
E à mente apavora o que ainda não é mesmo velho
Nada do que não era antes quando não somos Mutantes
E foste um difícil começo
Afasta o que não conheço
E quem vem de outro sonho feliz de cidade
Aprende depressa a chamar-te de realidade
Porque és o avesso do avesso do avesso do avesso
Do povo oprimido nas filas, nas vilas, favelas
Da força da grana que ergue e destrói coisas belas
Da feia fumaça que sobe, apagando as estrelas
Eu vejo surgir teus poetas de campos, espaços
Tuas oficinas de florestas, teus deuses da chuva
Pan-Américas de Áfricas utópicas, túmulo do samba
Mais possível novo quilombo de Zumbi
E os novos baianos passeiam na tua garoa
E novos baianos te podem curtir numa boa

HOMENAGEM DE ARQUITETOS E DESIGNERS ":LEVE A CIDADE DE SÃO PAULO PARA DENTRO DE CASA "



SÃO PAULO FAZ 459 ANOS
São Paulo pelos Arquitetos:

São Paulo é uma cidade que, ao longo dos anos, aprendi a olhar e admirar. É, sem dúvidas, muito inspiradora” Vivian Coser, arquiteta de Vitoria, ES.
“Uma grande vantagem dos bairros da cidade é a possibilidade de se fazer tudo a pé, pois geralmente dispõe de vários serviços em um mesmo lugar. A cidade não dorme” Marcelo Rosset, arquiteto morador do bairro Higienópolis em São Paulo.
“São Paulo nos inspira pelos traços urbanos marcantes, design, moda, arquitetura, gastronomia, pessoas, enfim, tudo pode ser convertido como inspiração para o nosso trabalho”. Andrea Teixeira e Fernanda Negrelli, arquitetas que moram e mantêm um escritório em São Paulo.


 A cidade de São Paulo é conhecida como o centro que rege manifestações e tendências culturais, musicais e artísticas. Na decoração não é diferente, a metrópole tem muito a oferecer em questão de estética e design e é referência para criações de arquitetos e designers que se inspiram nas cores, elementos, formas, pontos turísticos e costumes da cidade.
 Para homenagear a capital paulistana, lojas de decoração e construção oferecem diversas sugestões de peças contemporâneas e criativas, como móveis, revestimentos e acessórios, que são ideais para quem está repaginando a casa e é apaixonado pela cidade. Além disso, renomados arquitetos contam um pouco sobre a inspiração e importância que a cidade tem em seus cotidianos. Veja algumas opções em destaque:


BERTOLUCCI
 









- Tupi abajur São Paulo, de alumínio com externo na cor preto e interno nas cores branco, off white ou cinza queimado. Possui canopla com adesivo com imagem da calçada de São Paulo e fechamento superior de vidro temperado.
Medidas: 53 cm de altura x 46 cm de diâmetro
Preço: R$ 2.310,00.

 








- Tupi pendente São Paulo, de alumínio com externo na cor azul Klein e interno nas cores branco, off white ou cinza queimado. Possui adesivo com imagem da calçada de São Paulo.
Medidas: 25 cm de altura x 50 cm de diâmetro
Preço: R$ 2.310,00.

BERTOLUCCI
- R. Espártaco, 367  Lapa. Tel.: (11) 3873- 2879



BY KAMY
 



 - O tapete São Paulo Brazil tem origem indiana e é composto por 80% de lã e 20% de algodão em base de urdidura de algodão.
Medidas: sob medida
Preço: sob consulta

O tapete Revolution Design é obra da equipe do atelier da By Kamy. A matéria-prima composta por 90% vinil e 10% poliéster é importada da Finlândia e reproduz o desenho das calçadas de São Paulo.
Medidas: sob encomenda
Preço: R$ 360,00 o metro quadrado

BY KAMY OUT
- R. Edmundo Scannapieco, 44 - Caxingui - São Paulo. Tel.:             (11) 3081-1036      
Estacionamento no local. Horário de Funcionamento: Atendimento somente com hora marcada.



CLAMI

Clami - Aparador Paulistinha 4-baixa
Aparador Paulistinha
Designer: Amélia Tarozzo
Conceito: Com traçado geométrico e linguagem arquitetônica, o aparador Paulistinha foi inspirado na arquitetura modernista da capital paulista, com seus planos retangulares.
Material: Estrutura em MDF, madeira carvalho preta e aplicação de lâmina de madeira preta e branca nos mapas.
Medidas: 200 cm x 45 cm x 80 cm
Preço sob consulta.

Clami - mesa de centro são Paulo-baixa

Mesa de centro São Paulo
Design: Maria José Canedo
Conceito: Produto expressa caráter lúdico através do movimento giratório e grafismo, que tem como referência visual o mapa do Estado de São Paulo.
Material: base e tampo em lâmina de madeira, laca.
Medidas: 1,10 cm x 0,37 cm
Preço sob consulta.

Clami - Poltrona A SP-baixa
Poltrona A
Design: Em 2 Design
Conceito: Com traços simples e linhas retas, a peça foi revestida com o tecido “Calçada”, com estampa que remete às calçadas da capital paulista, para homenagear São Paulo.
Material: base em madeira maciça e assento estofado.
Medidas: 0,77 cm x 0,60 cm x 0,73 cm
Preço sob consulta.

CLAMIwww.clami.com.brwww.
- Pinheiros - Rua Teodoro Sampaio, 1.650. Tel.: (11) 3032-8103/ 3812-3466
- D&D Shopping, piso superior, loja 360 – Tel.: (11) 3043-9380/3043-9391
Av. Nações Unidas, 12.555 – Brooklin Novo
- Shopping Lar Center, 2º piso, loja 216/217 – Tel.: (11) 2252-2960/3112
Av. Otto Baumgart, 500 – Vila Guilherme.



DALI CASA
Almofada bike verde. Medidas: 39cm x 41cm  - R$ 46,00;
Almofada bike amarela. Medidas: 39cm x 41cm  - R$ 46,00;
Bicicleta esportiva. Medidas: 40cm x 21cm de altura – R$ 146,00.

DALI CASA


FUTON COMPANY

Poltrona Paulistano Malha de aço.
Medidas:72 cm x 74 cm x 82 cm.
Designer: Paulo Mendes da Rocha.
Preço sob consulta

FUTON COMPANY



MISSONI HOME

Almofada Niepos
Origem: Itália
Marca: MISSONI HOME
Medidas: 60 cm x 60 cm
Material: Algodão e Linho
Preço sob consulta
Almofada Niepos-baixa

Puff Madayevo
Origem: Itália
Designer: Rosita Missoni
Material: Algodão e espuma interna em flocos.
Medidas: 80 cm x 35 cm
Preço sob consulta

Puff Madayevo-baixa

MISSONI HOME



PAVÃO REVESTIMENTOS


- Inspirado em São Paulo, o azulejo Type tem estampa em letras e borrões que imitam uma folha de jornal. Os azulejos imprimem estilo e personalidade com estampas que brincam com as perspectivas e a ideia de profundidade.
Medidas: 15,4 cm x 15,4 cm
Preço do metro quadrado com 50 azulejos: R$ 450,00
Preço sob consulta.

PAVÃO REVESTIMENTOS
- R. Martin Francisco, 492       Tel.:             (11) 2359-1686      


THINK SURFACE

Think Surface - Detalhe de papel de parede -Think Surface - Papel de parede - TWP- 0134

- Papel de parede da linha Orbis da Think Surface, que estampa os variados edifícios da capital paulista.
Material: wallprint com acabamento texturizado. Impressão com tecnologia digital para uso interno. Lavável com pano úmido, água/sabão neutro.
Medidas do rolo: 1,20 largura x 3,00 altura
Preço do rolo: R$ 630,00 (cada)

THINK SURFACE
Rua Traipu, 423 – Pacaembu, São Paulo.
Tel.:             (11) 3585-0523      








10 de janeiro de 2013

Síndico? Senhor Feudal, isso sim. » Cadê o Atum?


"Tem síndico que vai se elegendo ad infinitum e, com o tempo, acaba se achando o dono do prédio. O do meu é assim – e descobri isso da pior forma. Senta que lá vem a história…"

Síndico? Senhor Feudal, isso sim. » Cadê o Atum?:

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Notícia Livre - Condomínio x Síndico x Condômino


Ainda em férias, mas o assunto interessa a muita gente:
.".. falta consciência, elegância e ética comportamental do condômino para viver e conviver em comunidade com qualidade de vida, respeito, felicidade e paz."
Notícia Livre - Condomínio x Síndico x Condômino:

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