14 de maio de 2013

A alma russa do cineasta Alexander Sokurov - Poeta visual

Palestra do jornalista Álvaro Machado no sábado, dia 18, desvenda diversos aspectos da obra do maior diretor russo da atualidade, premiado com o Leão de Ouro no Festival de Veneza e cinco vezes indicado para a Palma de Ouro no Festival de Cannes.


Banco do Brasil apresenta Alexander Sokurov - Poeta visual
www.sokurov.com.br

CCBB Rio de Janeiro – 7 a 26 de maio


 Arca Russa (Russkiy kovcheg)




O destaque principal da programação da segunda semana da mostra Alexander Sokurov - Poeta visual é a palestra "Alexander Sokurov e a Rússia entre a tradição pictórica e as vanguardas audiovisuais", com o jornalista Álvaro Machado, no sábado, dia 18, à 18h, na Sala de Cinema 1 do CCBB. No mesmo dia serão exibidos,  às 16h30,  Elegia da Rússia (Elegiya iz Rossii), de 1992, um dos dez filmes da série temática
Elegia; e, às 20h, Arca Russa (Russkiy kovcheg), de 2002, experiência única na obra de Sokurov - um plano-sequência de mais de 90 minutos que mostra a arquitetura e a incrível coleção do Museu Hermitage em
uma jornada pela história da Rússia entre os séculos XVIII e XXI.

Álvaro Machado é colaborador de revistas como Bravo! e Carta Capital e
editor-responsável da Opera Prima Editorial. Entre os livros que
organizou estão "Manoel de Oliveira", "Cinema político italiano",
"Amos Gitai – Percursos" e "Aleksandr Sokúrov", editados pela Cosac
Naify.



Fausto
Com curadoria de Arndt Roskens e Fábio Savino, a mostra Alexander
Sokurov - Poeta visual  apresenta, até o dia 26 de maio, um amplo e inédito panorama com 30 títulos  da filmografia de Sokurov - todos os
longa-metragens de ficção e uma seleção dos documentários, médias e curtas-metragens que serão exibidos, em sua maioria, no formato
original. 


Conhecido no Brasil principalmente pela sua Tetralogia do
Poder  - Moloch, Taurus, O Sol e Fausto
-, Sukorov coleciona prêmios
em festivais internacionais desde seu primeiro longa metragem de
ficção, A Voz Solitária do Homem (1978-1987), que ganhou o Leopardo de
Prata em Locarno, em 1987. Neste mesmo ano, ele ainda foi indicado ao
Urso de Ouro no Festival de Berlin por Dolorosa Indiferença (1987).
Sokurov é também detentor de uma incrível marca, com cinco indicações
a Palma de Ouro em Cannes em menos de dez anos: 1999, 2001, 2002, 2003
e 2007. E, em 2011 recebeu o Leão de Ouro no festival de Veneza por
Fausto, baseado na obra-prima de Goethe, que fecha com chave de ouro a
Tetralogia do Poder.

"As temáticas de seus filmes giram, quase sempre, em torno de questões
como a morte, o tempo, a família, seres solitários, a perda de um
parente ou um amor. Seu ‘leitmotiv’ é restrito e repetitivo, criando a
impressão de uma investigação sem fim de alguns dos problemas da
civilização moderna, como a filiação e suas implicações. Pode-se mesmo
dizer que Sokurov trabalha a arte como instrumento de melancolia. É
importante também perceber que a linha que divide o território da
ficção e do documentário, muitas vezes tênue, é ainda menos
perceptível no seu cinema."
comentam os curadores da mostra.

Entre os destaques da programação da mostra estão, além da Tetralogia
do Poder, os dez filmes da série temática Elegia (Melancolia de
Moscou, Elegia da Rússia, Elegia da Vida, Elegia de uma Viagem, Elegia
Soviética, Uma Simples Elegia, Elegia, Elegia Oriental, Maria/Elegia
Camponesa e Elegia de São Petersburgo); O documentário em cinco
partes, com duração de 327 minutos, Vozes Espirituais, sobre soldados
na fronteira com o Afeganistão; e Confissão, documentário em cinco
partes, com duração de 210 minutos, sobre os marinheiros de um navio
de guerra no mar Báltico.

Alexander Sokurov

Nascido em 1951 em Podorvikha, Rússia, Sokurov trabalha como produtor
em um canal de televis ão desde os 19 anos. Em 1974, se muda para
Moscou e entra na famosa escola de cinema russa, a VGIK. Apesar de
depreciado pelos dirigentes da escola, que consideram seu cinema
(principalmente seus curtas e documentários) como anti-soviético, ele
consegue se formar em 1979. Seu primeiro longa-metragem A Voz
Solitária do Homem, realizado quando ainda estava na escola, em 1978,
só saí nos cinemas russos quase dez anos depois, em 1987. Apesar de
apresentado tardiamente, chama a atenção de Andrei Tarkovski que acaba
por virar uma figura de referência, e que chega a dizer que vê em
Sokourov um dos “raros gênios do cinema”. É a partir dessa amizade que
Sokurov consegue entrar no segundo maior estúdio Russo, o Lenfilm.

A partir daí sua genialidade começa a despontar e, depois de realizar
a trilogia O Segundo Círculo (1990), A Pedra (1992) e Páginas Ocultas
(1993), recebe diversos prêmios com seu filme Mãe e Filho (1997), se
afirmando definitivamente no cenário mundial.

Vale destacar também o filme Arca Russa (2002), uma experiência
completamente diferente de todos os seus outros trabalhos: um plano-
sequência de 95 minutos. O filme foi realizado depois de um longo
estudo, milimetricamente pensado, da escolha da câmera (uma Steady Cam
digital), do seu trajeto, da disposição dos atores, entre outros.
Foram meses de preparação e um dia de filmagem nos mais de mil e
trezentos metros de salas do museu Hermitage, em São Petersburgo.





Alexander Sokurov - Poeta visual
www.sokurov.com.br
Realização: Centro Cultural Banco do Brasil
Curadoria: Arndt Roskens e Fábio Savino
www.bb.com.br/cultura

Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro
7 a 26 de maio de 2013 (terça-feira a domingo)
Salas de Cinema 1 (98 lugares) e 2 (50 lugares)
Rua Primeiro de Março 66, Centro, tel (21) 3808-2020






CINEPASSE: R$ 6 e R$ 3 (meia), válido durante a mostra, para acesso Ã
sala de cinema 1, por meio de senhas. As senhas deverão ser retiradas
1h antes de cada sessão.
www.twitter.com/ccbb_rj

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