10 de maio de 2013

"Leia, antes de bater". Livraria Cultura lança "Manifesto do Nada na Terra do Nunca' do Lobão.


''Quando aparece um ofendido que se acha no direito de vir me inquirindo com aquela famosa pergunta - 'Quem é você?', eu respondo - Eu sou O NADA, drogado, decadente, matricida, epilético, reacionário, roqueiro. E como NADA eu vou contar para vocês a história da Terra do Nunca, o Brasil-Peter Pan que se recusa a crescer.'' Lobão leva o leitor a pensar por conta própria e prova ser possível - e necessário - divergir com elegância. É, como ele mesmo diz, 'chumbo grosso envolto em nuvens de veludo'. Do seu ponto de vista original, Lobão traça uma jornada tragicômica pela estética e a política do Brasil contemporâneo.


Formato: Livro
Autor: LOBAO
Idioma: PORTUGUES
Editora: NOVA FRONTEIRA -
Assunto: ARTES - MÚSICA
Também em eBook





Sinopse

Leia, antes de bater.É certo que muita gente vai criticar este livro só de orelhada, a partir de frases tiradas do contexto e de uma visão este-reotipada de seu autor. Metralhadora gira­tória, reacionário, falastrão, do contra, os rótulos escorregam sem colar nessa alma indócil que se dá ao direito de questionar tudo e todos neste Manifesto sobre uma grande Terra do Nunca chamada Brasil.Com a inteligência e ironia desconcer­tantes que são bem conhecidas de seus leitores, Lobão mostra que suas ideias são muito mais coerentes e profundas do que seus detratores temem reconhe­cer. Foram meses se debruçando sobre uma bibliografia eclética, que se recusa a seguir o caminho daqueles que só leem por uma cartilha. E outros tantos anos se aventurando por um Brasil profundo que os intelectuais de gabinete desconhecem, narrados com uma sagacidade e humor que aproximam algumas das páginas deste Manifesto estético e político do melhor jornalismo gonzo já publicado no país. Tudo isso para desmascarar os ví­cios da formação cultural brasileira com argumentos que não podem ser reduzi­dos a uma análise simplista, desatenta ou preconceituosa.Se, em seu primeiro livro, Lobão falou de sua vida, agora mergulha seu pensa­mento sem amarras em águas profundas. Para ele, não há ideias nem mitos intocá­veis. Sobra para todo mundo. As vítimas? Uma inteligência burra, uma aristocracia estatizada, uma comissão da inverdade, uma MPB de proveta e muitas ideias pré­-fabricadas.“Pra ser bom, é preciso ser cruel”, avisa Lobão já no prólogo, um surpreendente poema-manifesto. Mas jamais inconse­quente. Uma das características mais marcantes do livro é tratar todo e qualquer adversário com gentileza e generosidade. Como no genial diálogo que o autor trava com o Manifesto antropófago, de Oswald de Andrade.“Não li e não gostei” é muito fácil de dizer. Difícil mesmo é responder aos ar­gumentos de quem se recusa a pensar como a manada e abre o peito para um duelo. “É subestimando o inimigo que se perdem as guerras”, provoca Lobão.Vai encarar? O grande desafio é conti­nuar dizendo um mero “não gostei” de­pois de ter chegado ao fim deste livro.

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