30 de junho de 2013

Flip 2013: "Graciliano Ramos: aspereza do mundo, concisão da linguagem".

Graciliano Ramos escrevia para 
"todos os infelizes que povoam a Terra"
"Velho Graça" é o grande homenageado em 2013

Milton Hatoum na Conferência de abertura da Flip 2013

Dia 03, às 19h30, o escritor fala sobre Graciliano Ramos: aspereza do mundo, concisão da linguagem. Mesas e exposição de manuscritos e exemplares de livros rasurados pelo autor também fazem parte da homenagem da Festa Literária
Internacional de Paraty.


O encontro com a obra de Graciliano Ramos foi um momento decisivo na vida de um de nossos maiores escritores contemporâneos: Milton Hatoum. Nesta conferência, Hatoum fala sobre Graciliano a partir de uma perspectiva dupla, combinando a recordação de suas experiências pessoais de leitura do autor alagoano com uma discussão panorâmica da obra de Graciliano e do lugar central que esta ocupa na cultura brasileira.Na Tenda dos Autores.

Mesas da homenagem
Dia 05 - 10:00
Graciliano Ramos: ficha política
Randal Johnson
Sergio Miceli
Dênis de Moraes
Mediação José Luiz Passos
Em meio aos conflitos políticos que definiram sua época, Graciliano Ramos tomou posição de maneira clara, mas não ortodoxa. A discussão sobre as relações entre as posições de Graciliano e sua produção literária reúne nesta mesa o biógrafo do escritor, Dênis de Moraes; o sociólogo Sergio Miceli, autor de estudos sobre o campo cultural e o poder em nosso país, como Intelectuais à brasileira; e o brasilianista Randal Johnson, que prepara um livro sobre o lugar de Graciliano na sociedade brasileira da primeira metade do século XX.Tenda dos Autores 


Graciliano Ramos: políticas da escrita
Dia 07 - 11:00

Wander Melo Miranda
Lourival Holanda
Erwin Torralbo Gimenez
Mediação José Luiz Passos
O ímpeto crítico que caracteriza a obra de Graciliano Ramos não se exprimiu apenas no universo temático de seus livros, mas também na própria forma da escrita. De Caetés a Memórias do cárcere, a obra de Graciliano desenvolve uma das mais sofisticadas reflexões sobre as implicações políticas da escrita já desenvolvidas na literatura brasileira. Os críticos Wander Miranda, Lourival de Holanda e Erwin Torralbo Gimenez exploram as diferentes figuras, episódios e marcas de estilo de que Graciliano se utiliza em seus livros para pensar as relações entre linguagem, escrita e crítica social. Tenda dos Autores 

Homenageado
De professor a prefeito, de revisor a cronista, do partido à prisão: Graciliano Ramos, escritor homenageado da Flip deste ano, baseou-se principalmente em experiências pessoais para escrever seus romances. Para ele, a vivência individual esteve sempre ligada ao conjunto de circunstâncias espaço-temporais. Extremamente pessoal, sua literatura tem caráter universal.

Apesar disso, afirmou em uma carta à Raúl Navarro, seu tradutor argentino: "os dados biográficos é que não posso arranjar, porque não tenho biografia. Nunca fui literato, até pouco tempo vivia na roça e negociava [...] que hei de fazer? Eu devia enfeitar-me com algumas mentiras, mas talvez seja melhor deixá-las para romances.."

Exposição

Graciliano, a ética da escrita


Montada no espaço expositivo da Casa da Cultura de Paraty, a exposição em torno do autor homenageado da Flip 2013 parte de uma premissa fundamental: a de que o rigor que levou Graciliano a rever inúmeras vezes seus trabalhos é inseparável do seu posicionamento crítico diante dos problemas da sociedade brasileira.
Num país injusto como o Brasil, uma das sociedades com a distribuição de renda mais desigual no mundo, conhecimentos que deveriam estar ao alcance de todos tornam-se com frequência sinal de status, demarcando as diferenças sociais. A cultura literária é, em nosso país, um desses campos da atividade humana muitas vezes postos a serviço dessa lógica de distinção. Um dos traços marcantes da obra de Graciliano Ramos, é a crítica a essa concepção elitista da literatura. "A palavra não feita para brilhar", comentaria, mas "para dizer".
A aposta na comunicação como o fundamental da escrita se opõe a concepções beletristas do literário. Em lugar do fetiche da grande obra, ou do grande autor, Graciliano enfatizará a importância da disciplina e do trabalho: "Deve-se escrever da mesma maneira como as lavadeiras lá de Alagoas fazem seu ofício". "Torcer" as frases para remover adornos desnecessários e chegar ao essencial da experiência humana. Essa é a ética de trabalho com que Graciliano moldou sua vocação de escritor, colocando-a a serviço de "todos os infelizes que povoam a Terra", e que essa mostra pretende tornar visível por meio da exposição de manuscritos e exemplares de livros rasurados pelo autor.
A ênfase na rasura, tomada como figura ética fundamental da criação de Graciliano Ramos, é complementada por material multimídia com fotos, filmes e depoimentos sobre o escritor.

http://www.flip.org.br/homenagem_2013

Estrangeiros na Flip 2013


Conheça alguns dos nomes internacionais presentes na Festa Literária Internacional de Paraty 2013
Começa dia  3 de julho, quarta-feira http://www.flip.org.br/
Lydia Davis que irá participar da mesa "Os limites da prosa" da Flip 2013, é a quinta vencedora do prêmio Man Booker International Prize 2013

Lydia Davis
Crítica literária, tradutora e escritora, a americana Lydia Davis nasceu em Northampton (Massachussetts) em 1947. Vencedora do Man Booker International 2013, seu nome tem sido associado à radical renovação da narrativa breve, com históricas que entre ficção, ensaio e poesia. Aclamada também pelas traduções de autores franceses como Foucault, Flaubert e Proust, a autora venceu o French-American Foundation Translation Prize de 2003 por sua tradução de No caminho de Swann. Davis publicou seis livros de contos e um romance, The end of history (2004). Seu mais recente título Tipos de perturbação (2013) foi indicado ao National Book Award.
Para Christopher Ricks,  presidente do júri que concedeu o prêmio, sua escrita alcança muitos braços e não há categorização para os seus textos: “já foram chamados de histórias, mas também poderiam ser miniaturas, anedotas, ensaios, piadas, parábolas, fábulas, textos, aforismas, orações ou mesmo simples observações".
Suas poucas linhas servem como porta para mundos maiores e para outras narrativas, como se pode observar em qualquer uma de suas nove coletâneas de histórias.



Tamim Al-Barghouti
O escritor e cientista político palestino nascido no Egito Tamim Al-Barghouti, apelidado de “o poeta da revolução” – depois que um poema de sua autoria foi declamado na praça Tahrir, no Cairo, durante os protestos contra o ditador egípcio Hosni Mubarak –, virá para a 11ª edição da Flip. Exilado do Egito em 2003, Tamim vive hoje em Washington e trabalha como professor convidado da Universidade de Georgetown.
Inspirado na Primavera Árabe, o pequeno poema Oh Egypt, it’s close foi publicado por Tamim em um jornal egípcio para o qual ele trabalha como colunista, justamente após o governo de Mubarak bloquear o acesso à internet no país. Os versos foram declamados por milhares de pessoas em meio às manifestações.
Apesar de ter obtido projeção internacional no ápice dos protestos, o poeta de 35 anos já era consagrado no meio literário do mundo árabe por suas poesias de cunho político e social. Tamim estudou política na Universidade do Cairo e na Universidade de Boston, onde alcançou o título de PhD em ciência política. Com dois livros publicados sobre história e política, além das coleções de poesia, ele é considerado um mestre da língua e história árabes.

Olhando de novo para Guernica, de Picasso
T. J. Clark
Mediação Paulo Sérgio Duarte
O crítico e historiador da arte inglês T. J. Clark se notabilizou pela capacidade de articular em seus livros análise formal minuciosa com estudos históricos de fôlego, renovando de maneira decisiva nossa compreensão de alguns dos principais representantes da arte moderna. Nesta palestra, baseada nas pesquisas feitas para seu próximo livro, ele discute em detalhes uma das obras-primas da arte moderna, Guernica, de Pablo Picasso, quadro em que a relação entre forma e história ganha um sentido dos mais dramáticos. Tenda dos Autores
As medidas da história
Paul Goldberger - 
Mediação Ángel Gurría-Quintana.O crítico Paul Goldberger, que renovou a escrita sobre arquitetura e urbanismo em seus textos para a revista The New Yorker, conversa com o arquiteto português Eduardo Souto de Moura, ganhador do prêmio Pritzker 2011, sobre a relação entre os espaços físicos em que vivemos e nossas experiências de tempo e memória. Como a arquitetura participa da construção das narrativas que definem a identidade de uma certa comunidade? De que maneira novos prédios podem se relacionar com a tradição do espaço em que se inserem? Essas são algumas perguntas em jogo nessa conversa sobre arquitetura e história. Tenda dos Autores .

28 de junho de 2013

O robô artista: a máquina de desenhar do americano Harvey Moon

Robôs desenham retratos, dão forma visual para os movimentos de um grilo, ou interpretam o Google Earth como uma pintura abstrata  através da concepção, construção e máquinas programadas para desenhar.
The Creatorsproject apresenta Harvey Moon. Ele pertence a "New Midia Art" gênero que engloba obras de arte criadas com novas mídias tecnológicas , incluindo a arte digital , computação gráfica , animação por computador , arte virtual , arte interativa , jogos de vídeo,  computação robótica.

Robot Art: Harvey Moon's Drawing Machines
 http://thecreatorsproject.vice.com/blog/harvey-moons-drawing-machines



Harvey Moon é New Media Artist 
Mora em Chicago - EUA 


Da exposição Crux Crucis Crucifixus aos 20 anos de carreira de Quentin Tarantino no CCBB Rio

Exposição em homenagem à vinda do Papa, Quentin Tarantino, Charlotte Rampling, Concurso para grupos Vocais e Xico Sá estão no CCBB Rio em julho



Durante o evento internacional da Jornada Mundial da Juventude, que recebe o Papa no final do mês de julho de 2013, o CCBB Rio apresenta a mostra Crux Crucis Crucifixus – O universo simbólico da cruz. Realizada em parceria com o Museu de Arte Sacra de São Paulo, a exposição Crux Crucis Crucifixus – O universo simbólico da cruz traz um importante conjunto de símbolos religiosos dos séculos XVIII e XIX, evidenciando os significados da cruz e seu importante papel no cristianismo e em diversas culturas. A seleção também conta com obras de coleções particulares e outros acervos.

Celebrando os 50 anos de idade e 20 de carreira do diretor, ator e roteirista, Quentin Tarantino, o Centro Cultural Banco do Brasil Rio de Janeiro revisita toda sua obra com a exibição de 19 filmes, sendo 17 longas e 2 curtas, em seu formato original e em película. Com roteiros não lineares, diálogos bem estruturados, trilha sonora estonteante e violência, a mostra explora a evolução da obra do cineasta, desde seus primeiros filmes à consagração.

Em um diálogo com a exposição “Charlotte Rampling – álbuns secretos”, e no momento do lançamento do catálogo, o CCBB Rio exibe filmes produzidos desde a década de 1970 até a atualidade, para que o público possa conferir todo o talento, versatilidade e beleza da musa.

O concurso Brasil Vocal CCBB chega a sua 3ª edição e prestigia novos grupos vocais com a premiação de arranjos originais e inéditos para grupos vocais a cappella. Para dar início a edição 2013, o grupo vocal Equale apresenta seu novo show, em que traça uma retrospectiva de sua carreira. Com participação especial de Serjão Loroza.

A série de debates Futebol.br – O Futebol no Brasil permanece no Teatro I e desenvolve um diálogo entre o esporte e as diversas manifestações artísticas e culturais do País. Na próxima edição, Xico Sá, José Henrique Fonseca e Marco Ricca falam sobre o cinema e o futebol.
   
Centro Cultural Banco do Brasil

Rua Primeiro de Março, 66

Centro – Rio de Janeiro - RJ
CEP 20010-000

Aberto para o público de terça a domingo, das 09h às 21h.

27 de junho de 2013

Menina de 6 anos 'assusta' jurados do 'America's Got Talent'. ao cantar heavy metal

Ao cantar uma música heavy metal com voz gutural, uma garotinha de 6 anos de idade impressionou os jurados de um reality show nos Estados Unidos nesta terça-feira (25). Aaralyn O'Neil apresentou-se no "America's Got Talent" ao lado do irmão baterista, Isaiah (ou Izzy), de 9 anos. O número escolhido – uma composição própria – chama-se "Zombie skin" (pele de zumbi). Veja Aaralyn e Izzytocando "Zombie skin".


6-Year-Old Aaralyn Scream Her Original Song, "Zombie Skin" - America's G

Bicentenário de Richard Wagner, Orquestra de Metais e Percussão a Tangos e Tragédias & Festival Folclórico



O próximo concerto da Orquestra Sinfônica do Paraná será domingo (30) às 10h30 , sob a batuta do premiado maestro alemão, Michael Zilm.


O grupo musical faz única apresentação, dia 27 às 20 horas, com entrada gratuita. A regência é do maestro Vagner Gonçalves Franco.


O "Tangos & Tragédias" é um fenômeno do teatro brasileiro. Com um começo despretensioso em bares de Porto Alegre, aos poucos a dupla foi ganhando os teatros e está há 29 anos em cartaz , com temporadas anuais em várias cidades do país. As apresentações serão nos dias 28, 29 de junho, às 21 horas e 30 de junho, às 19 horas.



Os grupos mostram através da dança a tradição e cultura de países como Itália, Ucrânia, Espanha e Japão. As apresentações serão entre os dias 2 a 14 de julho.

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  •  Auditório Salvador de Ferrante – Guairinha

Espetáculo “Arte” apresenta análise masculina sobre a amizade

Considerado pelo jornal carioca O Globo um dos 10 melhores espetáculos de 2012, sob a direção de Emílio de Mello, com os atores Vladimir Brichta, Marcelo Flores e Claudio Gabriel, a peça fica em cartaz nos dias 28, 29 e 30 de junho, sexta e sábado às 21 horas e domingo às 19 horas.

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http://www.teatroguaira.pr.gov.br/modules/noticias/article.php?storyid=975

Flip 2013 vai debater onda de protestos pelo país em programação extra

Três novas mesas dentro da Tenda dos Autores contarão com pensadores de diversas áreas, entre eles: Vladimir Safatle, André Lara Resende, T.J. Clark, Juan Arias e Marcos Vinicius Faustini.


     Vladimir Safatle 

Marcos Vinicius Faustini

Os encontros acontecerão na quinta-feira (4) e sábado 6).   No               primeiro dia, quatro intelectuais que acompanharam de perto as passeatas discutem diferentes estratégias para "narrar a rua". Já o segundo debate vai fazer um contraste entre as multidões que se reúnem fora e dentro dos estádios nos jogos da Copa das Confederações.
A organização da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) divulgou, nesta quinta-feira (27), uma programação extra para debater as "recentes movimentações políticas que mobilizam o cenário nacional". Serão três novas mesas dentro da Tenda dos Autores com pensadores de diversas áreas, entre eles: Vladimir Safatle, André Lara Resende, T.J. Clark, Juan Arias e Marcos Vinicius Faustini. A Flip 2013 acontece entre 3 e 7 de julho.
Os encontros extra acontecerão na quinta-feira (4) e sábado (6). No primeiro dia, quatro intelectuais que acompanharam de perto as passeatas discutem diferentes estratégias para "narrar a rua".
Já o segundo debate vai fazer um contraste entre as multidões que se reúnem fora e dentro dos estádios nos jogos da Copa das Confederações.
Essa mesa vai substituir a mesa 15 - Encontro com Michel Houellebecq (á esquerda) - e os ingressos valerão automaticamente. Já que, nesta quarta-feira (26), o escritor Michel Houellebecq, uma das principais atrações do evento, cancelou sua participação na edição deste ano. O autor francês afirmou que problemas pessoais o impedem de viajar para o Brasil e pediu desculpas ao público, segundo comunicado divulgado pela Flip.
O terceiro e último debate coloca em pauta a "insatisfação generalizada com a classe política brasileira". Além de discutir sobre a má qualidade dos serviços públicos e a incapacidade do Estado para responder às demandas da população. Veja programação da programação extra nos links:
http://entretenimento.uol.com.br/noticias/redacao/2013/06/27/flip-2013-faz-programacao-extra-para-debater-onda-de-protestos-pelo-pais
http://www.flip.org.br/noticias2013.php?ano=2013

Michel Houellebecq cancela participação na Flip 2013 - JL - Jornal de Londrina

Michel Houellebecq cancela participação na Flip 2013 - JL - Jornal de Londrina
O autor alegou que problemas pessoais o impedem de viajar para o Brasil e pediu desculpas ao público. Houellebecq já havia confirmado e depois cancelado a participação na Flip na edição de 2011.
O escritor falaria na Tenda dos Autores no sábado, 6 de julho, às 19h30. Como a palestra foi cancelada, haverá uma mesa, no mesmo horário, que será divulgada hoje.

24 de junho de 2013

De Paraty, o intérprete da figura humana Aecio Sarti "conta", com arte, a vida da cidade que habita

Pintor sai de Paraty para sensibilizar públicos do Brasil e do exterior


“Podemos dizer que Aecio Sarti, com suas máscaras e duplos, estampados em figuras humanas alargadas e de forte valor cromático, leva-nos à possibilidade lúdica de ser outro. Um silêncio que se coloca entre o rosto e a máscara, entre o sujeito e seu duplo. Um silêncio pleno de ruído que vem articular a força do desejo”,  Daysy Justus.
A lona encerada, trabalhada com a pintura espatulada, dá suporte a seus desenhos em carvão, fixados com verniz naval. O contraste da rudeza da lona reutilizada ajuda seus coloridos e suaves personagens a se expressarem
Da pequena e romântica, mas não menos universal Paraty, a arte de um pintor, apaixonado pela pureza e riqueza intocadas da alma humana, espalha-se aos poucos pelo Brasil e pelo mundo. As obras do sergipano Aecio Sarti encantam colecionadores, intelectuais e românticos justamente, porque retratam a cultura e a tradição locais, contrapondo-se ao forte movimento de valores efêmeros e superficiais da modernidade globalizada.




Grande intérprete da figura humana, Aecio construiu uma linguagem própria de retratos em primeiro plano com linhas alongadas. “Procuro sempre falar das pessoas que pinto”, diz. A maturidade de sua linguagem e a poética de sua pintura inscrevem-se na procura das raízes mais profundas da brasilidade. Num comovente e apaixonado interesse pelos costumes e fragmentos do cotidiano popular, ele tem como maior inspiração suas histórias de vida e história de pessoas que encontra pelo caminho.








Mesmo não intencional, os quadros de Aecio tem uma forte carga psicológica bem definida pela escritora e psicanalista Daysy Justus: “Podemos dizer que Aecio Sarti, com suas máscaras e duplos, estampados em figuras humanas alargadas e de forte valor cromático, leva-nos à possibilidade lúdica de ser outro. Um silêncio que se coloca entre o rosto e a máscara, entre o sujeito e seu duplo. Um silêncio pleno de ruído que vem articular a força do desejo”.
Sua peculiaridade não está apenas na temática da arte popular, da religiosidade, da natureza e da contemplação que o acalmam, mas na técnica que utiliza para retratar seus anjos, rainhas e heróis anônimos. Aecio Sarti reaproveita lonas usadas, que não pedem um fundo branco como uma tela comum.  A lona encerada, quando trabalhada com a pintura espatulada, dá suporte a seus desenhos em carvão, fixados com verniz naval. O contraste da rudeza da lona reutilizada ajuda seus coloridos e suaves personagens a se expressarem. “Por ser usada, a lona já tem vida. Procuro manter muito das marcas da história do encerado”, explica o artista.
“As pinturas de Aecio são feitas a partir da reutilização de material bem conhecido - a lona que cobre os caminhões de carga. Ao criar figuras humanas na própria tessitura da lona, que oferece rico processo de reaproveitamento, o artista se vale da memória material que o encerado carrega em sua função protetora”, complementa Daysy Justus
Acessando o link ao lado: Catálogo do artista 

Nós, na Casa da Praça em Castro (PR)

" ...uma reunião de arte, uma pluralidade de informações artísticas e de tempo de construção, ou simplesmente uma trama de “nós” pictóricos, que oferecem como resultado comum, um mosaico cultural ao observador".

Grupos Art.Con e Óia Nóis
Casa da Praça em Castro –PR.
Praça Sant’Ana do Yapó, 10 - Centro

28.06 a 28.07.2013

Vernissage: 06/07/2013 às 15 horas.







Exposição: NÓS
"A primeira pessoa do plural, expressa simplesmente todos, uma coletiva artística onde se respeita a individualidade pictórica de cada artista, suas expressões, técnicas, estilos, sensibilidade e um cotidiano comum a todos no labore de suas obras, itens marcantes e indispensáveis ao nosso Grupo.  
NÓS, uma reunião de arte, uma pluralidade de informações artísticas e de tempo de construção, ou simplesmente uma trama de “nós” pictóricos, que oferecem como resultado comum, um mosaico cultural ao observador".


Artistas:


01 - Adriane Stange
02 - Ana Lectícia Mansur
03 - Ana Müller
04 - Aninha Sacchelli
05 - Carla Schwab
06 - Cecifrance Aquino
07 - Chistian Schönhofen
08 - Cristiane Zaleski
09 – Eloir Jr.
10 – João Câncio - Seu João
11 – Karolyne Martins
12 – Kézia Talisin
13 – Luiz Felix
14 – Luiz Maurício Viesser
15 – Márcio Prodócimo
16 – Marli Thomaz
17 – Michele Moselle
18 – Mônica Pailo
19 – Noeli Tarachuka
20 – Raquel Frota
21 – Rodney Rauth
22 – Ruth Mara