8 de julho de 2013

FLIP 2014 SERÁ EM AGOSTO POR CAUSA DA COPA DO MUNDO


Anúncio foi feito no encerramento da Flip 2013

“Quem quiser mais Flip venha nos ver nos dias 4, 5 e 6 de outubro, ver como será a FlipSide na Inglaterra”, disse Liz Calder, fundadora e presidente da Flip, remetendo à versão britânica da festa. Além disso, veio o convite, claro, para a Flip de 2014, que não será em julho, como costuma ser, mas em agosto. “Teremos a Copa do Mundo em julho. Mas eles que deveriam nos dar o lugar, mudar o calendário”, brincou Liz. Ela contou que vão participar do primeiro Flipside Festival,  na Inglaterra, doze artistas brasileiros, entre escritores e músicos, participarão do encontro, entre eles Milton Hatoum e Adriana Calcanhotto.

 Flip refletiu momento do país, afirmam organizadores


Em encontro com a imprensa no domingo, os organizadores da Flip fizeram um balanço dos cinco dias da festa, que reuniram entre 20 mil e 25 mil pessoas em Paraty. O ponto alto, segundo eles, foram as discussões políticas pautadas pelas manifestações que tomam o país desde junho. http://www.flip.org.br/noticiasdetalhe2013.php?id=854



Mesa de Cabeceira em que autores leem trechos de seus livros prediletos


















Que livro você levaria para uma ilha deserta? Essa é a pergunta que Liz Calder faz todos os anos para alguns convidados de Flip, que leem trechos de seus livros favoritos na sessão que encerra o evento. Nesta edição, participaram da mesa Livro de Cabeceira os brasileiros Daniel Galera e Mamede Mustafa Jarouche, os franceses Jérôme Ferrari e Laurent Binet, os americanos Lydia Davis e Tobias Wolff e o irlandês John Banville. Leia no link: http://www.flip.org.br/noticiasdetalhe2013.php?id=855

Domingo na Flip: cada fim é um novo começo 

Numa conversa com jornalistas durante a  Flip, Gilberto Gil foi categórico.  "A gente aprende ao longo da vida a não ter resoluções completas, costumo dizer que cada solução é um novo problema. O homem velho tem a capacidade de entender que as coisas não chegam ao fim."


Foi tão bonito, e poucas coisas expressam tão bem nosso espírito neste fim de Flip. Quando a festa termina a vida recomeça.  Os projetos do educativo da Flipinha, as bibiliotecas da cidade, a equipe de São Paulo... Tudo volta ao seu lugar, mas com algo diferente. "Voltar quase sempre é partir para um outro lugar", já cantava o Paulinho da Viola.


Ensolarado e festivo, o domingo fechou com chave de ouro os cinco dias e os mais de cem eventos da Flip 2013. Flip, Flipinha, FlipZona, FlipMais, Festas de Paraty. Houve música, política, arquitetura, cinema... e muita (!) literatura.


O dia começou com a terceira mesa sobre a obra de Graciliano, assistiu ao encontro de Jerome Ferrari com Daniel Galera , à discussão sobre questões sobre literatura e revolução com Vladimir Safatle, Milton Hatoum e Mamede Jarouche. O ensaio como gênero literário foi o tema da mesa que reuniu John Jeremiah Sullivan e Geoff Dyer  e encerrou-se com a já tradicional Mesa de Cabeceira, em que autores leem trechos de seus livros prediletos

Quando a noite já caia a Banda Santa Cecília e o Bloco de bonecos do Arrastão do Jabaquara, representantes de peso da melhor tradição paratiense,  sairam pela cidade pondo todo mundo para dançar. A festa dava seus últimos suspiros. Na coletiva de encerramento, havia uma sensação de dever cumprido. Muita alegria e uma certeza: no ano que vem tem mais. Que venha a 12ª Flip!

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